Belo Monte: Um rico potencial turístico do estado de Alagoas

Por Cláudio André, publicado em 8 de julho de 2021

As feições naturais do rio Ipanema, permitem definir tipos de compartimentos do relevo. Todavia, a compartimentação por bacias é delimitada utilizando os divisores de
drenagem e o exultório possui altitude menor.
Ah, você quer saber se o rio Ipanema desde seu surgimento já tinha essa formação de meandro, né? É possível observar em variados trechos que as cavidades com plena atividade da erosão fluvial, tornou o rio ainda mais com característica de cânion, quando se aproxima de sua foz.
Os paredões rochosos que estão nas laterais do rio Ipanema, mostra claramente o tamanho da influência da erosão, pois é visível que ainda passam por transformação, desgastando ainda mais o rochedo granítico.
O tipo de vegetação encontrada nas proximidades do rio Ipanema na comunidade de Poço do Marco é resultante da mudança climática que se perpetua ao longo do tempo. O solo raso e pedregoso encontrado nessa região caracteriza-se uma grande influência da salubridade da água que escorre mesmo sendo temporária.
Poço do Marco é uma comunidade rural do município de Belo Monte no baixo São Francisco de Alagoas. Se por trás da comunidade, tem a serra das Porteiras, na frente o rio Ipanema mostra-se com sua beleza e seu poderio nos dois períodos que o rio tem água em abundância. A morte por afogamento num poço, de um rapaz chamado Marco, filho de uma das famílias que primeiramente habitou o lugar, surgiu o nome do povoado.
Belo Monte, é aquela cidade que o silêncio e o contato com a natureza fazem das pessoas mais saudáveis, tipicamente cidadezinha de interior. Há por trás de tudo isso, muita história de luta de seus moradores. Quem vai uma vez, quer voltar.
Essa diferente construção é o antigo Clube Municipal, de grandes festas de outrora. Foi nesse clube que houve reuniões, eventos políticos sociais e culturais. Ele supera o passar dos anos, com uma arquitetura arrojada e pronta para vivenciar no presente as histórias do passado.
O nome de Belo Monte originou-se da beleza topográfica da sua área, que, segundo a tradição corrente, fôra D. Pedro II, que na sua passagem por aqui, assim a batizou; de fato, quando ele criou Vila Lagoa Funda, já no decreto da criação mudara o nome para Belo Monte. O que não falta é casarão em Belo Monte.

Criada a paróquia no ano de 1885, no ano seguinte (1886), foi iniciada a construção de um novo templo, mais embaixo, juntos as residências. Dada a necessidade, pelo aumento populacional, o frei Cassiano de Camacchio, no zelo de apóstolo e dinamismo missionário, deu início no ano de 1886, a construção do templo.
Andar por Belo Monte é descobrir lugares muito pouco explorado, como por exemplo, o meandro do rio Ipanema, que há uma grande variação em todo o seu percurso, ideal para a prática de trilhas ecológicas.
rio Ipanema banha o município numa extensão de aproximadamente 12 km, e não é um rio navegável. Em pelo menos duas ocasiões no ano esse rio bota cheias históricas, como por exemplo, do ano de 2020. Mas existem trechos que se pode fazer trilhas ecológicas.

O povoado Telha é uma comunidade rural que está na região leste do município de Belo Monte, sertão de Alagoas. Esse local fica distante 10 km do centro da cidade e tem 03 atrativos turísticos, a Pedra do Letreiro, as Pinturas Rupestres as margens do rio Ipanema e o própria rio Ipanema, pois nessa região forma-se num cânion.

O solo pré-existente é raso, onde uma longa camada rochosa se prolonga pelos dois lados do rio. A mata de caatinga, tipicamente identificada como capoeira, cobre toda a área do povoado Telha, que surgiu com esse nome devido a existência de olarias no passado, pois havia a fabricação de tijolos e telhas.
A depressão sertaneja toma de conta do lado leste de Belo Monte, onde a altitude não ultrapassa os metros. Na região do Monte Santo, Linha e outros sítios circunvizinhos, podemos compreender como no passado essa região foi desabitada devido a vegetações que foram trocadas por roças e pastagem para o gado. Andar por esses trechos de Belo Monte é margear toda uma história de luta do seu povo.
Sair por ai, vivenciando uma realidade diferente do seu cotidiano, não é para qualquer um, porém, a aprendizagem é formidável. Os dias que passei percorrendo os rincões de Belo Monte, me fez uma pessoa melhor diante de tudo que vivemos nas mais diferentes comunidades.

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Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas, formado em radiojornalismo, poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE), escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM e Rádio Web News Olho d'Água, criador do Projeto Música na Escola, ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura. Membro efetivo da FACUPIRA (Fundação Cultural de Palmeira dos Índios/AL), Ex-membro do Conselho Municipal de Saúde de Bom Conselho/PE. Colunista dos sites Tribuna do Sertão (P.dos Índios) e Tribuna do Agreste (Arapiraca) e 7 Segundos (Maceió). Ex-assessor de comunicação da Câmara de Vereadores de Bom Conselho/PE.