ECOFAZENDA MUNDO NOVO – BERÇO DA CAATINGA PRESERVADA E DAS PINTURAS RUPESTRES

Por Cláudio André, publicado em 10 de dezembro de 2020

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Lendo o Inventário Turístico do rio São Francisco, entendemos que o documento é um apanhado das expressões culturais contemplando as danças, culinárias, artefatos, lendas, mitos, rituais, religiosidade, interação entre os habitantes e o lugar e outras coisas que resgata a história e a cultura.

O pôr do sol visto de cima da ponte dom Pedro II, divisa dos estado de Alagoas/Bahia, é um momento único e subjetivo para inspirar qualquer poeta ou pessoas que olham pra natureza com um olhar diferenciado.

Os abrigos rochosos sempre serviram de abrigo para os povos primitivos e ao mesmo tempo de comunicação através de pinturas e gravuras rupestres.

A arte rupestre divide-se em dois tipos: a pintura rupestre, composições realizadas com pigmentos, e a gravura rupestre, imagens gravadas em incisões na própria rocha. Em geral, trazem representações de animais, plantas e pessoas, e sinais gráficos abstratos, às vezes usados em combinação.

Em qual período histórico foram realizadas as pinturas rupestres e o que elas retratavam? Diante dessa pergunta, vamos encontrando respostas no período das pesquisas de campo. Assim, fomos afunilando nossos conhecimentos durante nossa passagem nos sítios arqueológicos da ecofazenda Mundo Novo.

Os mais antigos indícios dessa arte são datados no período Paleolítico Superior (40.000 a.C.); consistiam em pinturas e desenhos gravados em paredes e tetos das cavernas. Isso demonstra que o homem pré-histórico já sentia a necessidade de expressão através das artes, algo inerente ao ser humano.

Acompanhado do amigo condutor de turismo, Gustavo, da ecofazenda Mundo Novo, fomos entendendo a geolocalização da área que estávamos pesquisando.

arte rupestre é reconhecida como uma das mais antigas manifestações estéticas do homem ao longo de toda sua história. … Encontrada geralmente nas paredes das cavernas e em pequenas esculturas, a arte rupestre tem grande importância na busca de informações sobre o cotidiano do homem pré-histórico.

Depois de caminhar por horas dentro da caatinga, sentindo o famoso “abafado”, mesmo não tendo sol forte, mas o “mormaço” (temperatura sem sol e vento), faz toda a diferença. Foram 05 km de caminhada por dentro de uma vegetação de caatinga preservada e nada melhor do que encontrar uma piscina às margens do Velho Chico para se refrescar.

A interpretação das pinturas rupestres é difícil e está cercada de controvérsia, mas pensa-se correntemente que possam ilustrar cenas de caça, ritual, cotidiano, ter caráter mágico, e expressar, como uma espécie de linguagem visual, conceitos, símbolos, valores e crenças.

Nesse local onde estou sentado, tem uma temperatura 10 graus a menos para quem está exposto ao sol, isso num espaço de 100 metros de diferença. O motivo? A vegetação densa, preservada.

Segundo historiadores, a maioria dessas pinturas era feita por caçadores, que reproduziam a natureza, as mulheres e determinados animais que gostariam de caçar. Eles também acreditavam que poderiam matar um animal que fosse desenhado ferido mortalmente em uma caverna.

Além de trazer todos os benefícios de uma atividade que trabalha com a coordenação motora, agilidade, ritmo e percepção espacial, a pintura é uma atividade social que transmite uma sensação de bem-estar psicológico e permite uma melhor autoestima. Somente estar num lugar assim, faz você rejuvenescer-se.

A arte rupestre é a arte dos homens das cavernas! que desenhavam na paredes, pedras. é importante para o conhecimento humano pois a partir da arte (quadros, musicas) que nós hoje em dia conseguimos expressar nossos conhecimentos.

Passo ou não passo? Vou ou fico? A imagem acima provoca essa leitura. Mas, eu passei. No meu canal no youtube verás a experiência de andar como um animal quadrúpede da caatinga.

Por fim, foi uma satisfação muito grande conhecer mais um lugar do Nordeste que faz-nos inspiradores e trazendo consigo uma grande experiência e ricos conhecimentos sobre meio ambiente, caatinga, cangaço, turismo autossustentável… O senhor José Augusto, proprietário da ecofazenda Mundo Novo,  nos da uma grande lição demonstrando que homem e natureza podem viver em harmonia.

Aguardem nossa próxima aventura!

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Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas, formado em radiojornalismo, poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE), escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM e Rádio Web News Olho d'Água, criador do Projeto Música na Escola, ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura. Membro efetivo da FACUPIRA (Fundação Cultural de Palmeira dos Índios/AL), Ex-membro do Conselho Municipal de Saúde de Bom Conselho/PE. Colunista dos sites Tribuna do Sertão (P.dos Índios) e Tribuna do Agreste (Arapiraca) e 7 Segundos (Maceió). Ex-assessor de comunicação da Câmara de Vereadores de Bom Conselho/PE.

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