TURISMO: AS BELEZAS NATURAIS DA SERRA DO JACU E LAGOA DO DÔ, ZONA RURAL DE BOM CONSELHO/PE

Por Cláudio André, publicado em 10 de agosto de 2020

A lagoa do Dô é um fluxo d’água, geralmente derivado de uma nascente, o que pode gerar um ecossistema de seres e plantas únicos. Primeiro, a lagoa se formou devido a depressão existente, segundo, Dô, era um antigo morador que era dono de terras do local, que após morrer, deixou para a família como herança e posteriormente as terras foram vendidas para um terceiro proprietário.

A lagoa do Dô nunca seca, no período do verão apenas diminui sua capacidade de acúmulo d’água. Pelo que pesquisamos, a lagoa do Dô faz parte da nascente do rio Traipu.

A lagoa do Dô tem uns 60 metros de comprimento e uns 30 metros de largura em uma das parte, porém tem um lado que ela se afunila deixando o corpo d’água bem mais estreito. Toda a água se infiltra no subsolo e segue rumo a principal nascente do rio Traipu.

Lagoa do Dô e serra do Jacu pelo que vimos, ambos se dependem e formam um ecossistema. Boa parte do trecho que compreende a referida comunidade está coberta por um solo rochoso. Percebemos que há vários córregos e que no período chuvoso alimentam a lagoa do Dô deixando-a com um maior espelho d’água.

Cerca de cinquenta famílias moram nos arredores da Lagoa do Dô, zona rural de Bom Conselho, um dos maiores obstáculos para chegar na comunidade é situação das estradas, que estão completamente abandonadas pelo poder público municipal. Essa região oeste da terra de Papacaça tem potencial turístico, mas é esquecido pelo governo municipal.

Nada melhor que contemplar o horizonte diretamente da nascente do rio Traipu, zona rural de Bom Conselho.

No cume da serra do Jacu, o pôr do sol encanta a todos. No cume da serra você encontra uma formação rochosa granítica cheia de marmitas provocada pela ação da água e do vento. Um processo geológico que leva-se milhões de anos.

Entre a serra Queimada e a serra Grande está a nascente do riacho das Velhas, que abastece o nascente do rio Salgadinho e posteriormente após percorrer por mais de 50 km, se encontra com o rio Traipu.

Do retrovisor do meu carro fiz essa imagem da lagoa do do Dô e da serra do Jacu. Por essa região você encontra pura vegetação de caatinga mas com resquício de mata atlântica. A serra do Jacu em seu cume marca 875 metros de altitude.

A papoula é usada na culinária há muito tempo pelos povos gregos e romanos, ainda sendo consumida em regiões do Mediterrâneo. Na região da serra do Jacu e da lagoa do Dô encontrei na casa de dona Lindinalva vários pés de papoulas, planta originária da Grécia antiga e que se da muito bem em relevos que tenham bastante umidade.

A planta era muito utilizada na Grécia Antiga pelos médicos e associada ao sono. Também na mitologia carrega este sentido, sendo relacionada às divindades como Morfeu, deus dos sonhos, que é representado com os frutos da papoula nas mãos, e a deusa grega Nix, que representa a noite. Em sua imagem, a deusa está coroada com papoulas.

Olhando o horizonte, vemos o quanto a natureza nos surpreende. O rio Traipu nasce no oeste, segue sentido norte, depois faz uma curvatura para o sul e segue até sua foz no estado de Alagoas, após aproximados 150 km de distância.

A mata ciliar que existe nos arredores da nascente do rio Traipu precisa ser ampliada para que a nascente num sofra com as longas estiagens. Há um contraste na região da referida nascente, onde percebemos a olho nu que boa parte da água acumulada no subsolo, faz a água emergir quando se encontra com um afloramento rochoso.

O sítio lagoa do Dô tem potencial para a produção de coco ouricuri, além da produção de milho, feijão de corda, batata e demais legumes que servem a mesa dos moradores.

Para finalizar meu tour pela região do sítio Serra Grande, Baêta, Jardim, Serra do Jacu e Lagoa do Dô, ganhei esse lindo pôr do sol  do cume da serra do Jacu. O cruzeiro que está fixado em cima da serra, mostra o lado cultural-religioso do lugar.  Há pelo menos duas casinhas de oração que é muito usada no período da Semana Santa pelos moradores dessa região serrana.

Turismo ecológico e religioso se misturam e deixam ainda mais essa região serrana mais atrativa.

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Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas, formado em radiojornalismo, poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE), escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM e Rádio Web News Olho d'Água, criador do Projeto Música na Escola, ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura. Membro efetivo da FACUPIRA (Fundação Cultural de Palmeira dos Índios/AL), Ex-membro do Conselho Municipal de Saúde de Bom Conselho/PE. Colunista dos sites Tribuna do Sertão (P.dos Índios) e Tribuna do Agreste (Arapiraca) e 7 Segundos (Maceió). Ex-assessor de comunicação da Câmara de Vereadores de Bom Conselho/PE.