RIO TRAIPU: DA NASCENTE A FOZ, UM RIO CHEIO DE HISTÓRIAS E COM MEANDROS RODEADOS DE VEGETAÇÃO DE MATA CILIAR

Por Cláudio André, publicado em 2 de agosto de 2020

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O entardecer entre a serra do Jacu e o Vale do Traipu na região oeste de Bom Conselho é um charme a parte. Os raios do sol que invadem a atmosfera e posteriormente tocando a camada rochosa, nos transmite uma grande inspiração e mostra claramente que por mais que o homem pesquise, estude, procure, nunca entenderá os desígnios do Criador do Universo.

Uma formação rochosa rodeada de vegetação de caatinga e um pássaro sentindo os raios do pôr do sol, tudo ocupando um único espaço, a natureza. Lógico que olhar fotográfico de maneira diferenciada, pode fazer esse registro que você não ver em questão de segundos…

Quem está na cidade de Bom Conselho ou de Terezinha, ver essa camada rochosa ao longe, mas talvez não saiba sua real localização ou o nome que recebe. Eu, estava por trás desse serrote que está entre as serras do Jacu e Morro Grande, quando fiz a imagem. Para chegar pela frente dele, deve-se sair da PE-218, passar pela lateral do parque de vaquejadas – SOVABOM, sentido ao sítio Areias e andar 09 km sentido oeste até a fazenda Morro Grande que pertence a família Ferro. Ao chegar na referida fazenda, logo o ver do lado esquerdo o Serrote do Vento. Uma região ainda pouco explorada.

A serra do Jacu (refere-se a um pássaro) que no passado era muito visto na região, porém está em extinção nessa região, pois essa ave que é parente do pavão, existe nas regiões Sudeste e Sul do país. Sua área de distribuição estende-se também à ArgentinaUruguaiParaguai e Bolívia. Sua família assemelha-se morfologicamente aos seus parentes distantes, os faisões e perdizes europeias e asiáticas (pertencentes à ordem dos Galliformes), diferindo deles em costumes diários, pelo fato de preferirem habitats florestais aos campestres, nidificarem em árvores, e não no chão, e terem uma alimentação mais frugívora do que granívora.

Caminhar pelo leito do rio Traipu, sentindo a água fria acumulada nos sedimentos trazidos pela correnteza, não tem preço, afinal, vida de pesquisador é uma aventura.

Por essa imagem panorâmica, estamos mostrando uma região diferente, rica em pastagem para a engorda de gado de corte e na produção de milho no município de Bom Conselho, pena que as estradas estão em péssimas condições devido a falta de cuidado do poder público local.

Encontramos na região do sítio Abóbora, região oeste de Bom Conselho, muitos pés de mamonas ou carrapateira. A mamona também é conhecida no Brasil como rícino, carrapateira, enxerida e palma-de-cristo. O principal produto obtido a partir desta planta é o óleo de mamona, também conhecido como óleo de rícino, que é muito usado como uma espécie de purgativo pela medicina popular, além de ser aproveitado na indústria química.

Quero ver o cara se encostar no pé de xique-xique. Como dizia um amigo meu, tem gente que igual a pé de xique-xique, “nem dá sombra, nem encosto”. O Xiquexique é mais uma planta alimentícia não convencional, típica da região nordeste. Pode ser encontrado em grande quantidade em áreas de caatinga e serve de alimento para os animais nas épocas de seca. Além da sua importância ambiental, o xiquexique tem sido estudado por suas propriedades nutricionais.

Estudando o bioma caatinga juntamente com o geógrafo Fábio Santos, encontramos no mesmo lugar, os cactos facheiro, mandacaru e xique-xique, ambos da mesma família, todos com alto teor de nutrientes, ideal para fazer doces caseiros.

mamona detém propriedades insecticidas, fungicidas e até algum efeito biofertilisante, combate diversas doenças provocadas por fungos e vírus, é utilizada como adubação foliar e como repelente de diversos insectos. Ela pode ser aplicada na horticultura no geral, nas árvores de fruto, nas flores e plantas de interior.

De formato peculiar e sabor bastante doce, é lotada de boas propriedades e pode ser muito benéfica para a saúde. Parte da família das frutas anonáceas (típicas de climas tropicais), assim como a graviola e a atemoia, a pinha é repleta de vitaminas e minerais, como cálcio, ferro, potássio e magnésio.

O riacho das Abóboras, que no tempo de chuva alimenta o rio Traipu, sai de um dos oito grotões por trás da serra do Jacu e passa com uma boa largura, aumentando ainda mais a vasão do Traipu que por sua vez deságua no estado de Alagoas,mas para isso somente com muita chuva na região.

O riacho das Abóboras, que fica dentro do Vale do Traipu, é um riacho secundário que por sua vez, ao receber água de outros riachos, escorre sentido ao rio Traipu, que depois de 50 km se encontra com o rio Salgadinho e juntos descem unidos para se encontrar com o rio São Francisco no município de Traipu, agreste alagoano.

Em forma de “S” o riacho das Abóboras ao receber muita água dos grotões da serra do Jacu, forma-se numa grande correnteza, levando pela frente, rochas, sedimentos e muita vegetação.  No período de maio a julho é comum ter enchentes na região, deixando moradores ilhados e tendo de procurar outras opções de estradas vicinais para chegar a sede do município.

No período de seca, o Vale do Traipu torna-se num caldeirão de calor. O vento durante o verão somente tem passagem do norte pro sul e vice-versa, pois os lados oeste e leste são obstruídos pelas altas altitudes das serras que ficam nas laterais do vale. Imagine você que ler essa reportagem, quando é verão esse local onde fiz a imagem, deve ficar muito abafado, tendo uma sensação térmica superior aos 40 graus.

Turismo

Rio Traipu – Bom Conselho/Pernambuco

Onde fiz a foto, o rio Traipu tem uma largura de pouco mais de 10 metros e segue em linha reta, pouco mais afrente ele vai se afunilando em zigue-zague, por partes mais profundas sentido a região sul ao estado de Alagoas. Desse local até sua nascente, percorre-se mais de 10 km até sua nascente no sentido norte e depois ele faz uma curvatura sentido leste com relação a serra do Jacu. Por fim, na próxima reportagem contaremos mais sobre o rio Traipu, um dos afluente do Velho Chico, em pleno oeste bonconselhense. Aguardem!

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Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas,formado em radiojornalismo, é poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE) e escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o Projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM, criador do Projeto Música na Escola e ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura.

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