TURISMO RURAL: A VEGETAÇÃO RIPÁRIA DO RIACHO DO SALGADINHO E A CACHOEIRA DO POÇO ESCURO

Por Cláudio André, publicado em 4 de abril de 2020

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A cordilheira existente e que é vista do Vale do Salgadinho impressiona sua formação, dando a entender que um acidente geológico a milhares anos acontecer nessa região. Isso é visto pela profundidade do vale.

O serrote do Vento localizado no município de Estrela de Alagoas, é um maciço rochoso milenar. Sua geoforma de um funil e nas laterais coberto por vegetação de caatinga, mostra claramente que há milhares de anos ele foi esculpido pelo vento e pela água. Fiz essa imagem há mais de 10 km de distância.

Percebam que o vale do Salgadinho ainda tem mata preservada, deixando a fauna e a flora com suas riquezas naturais. Pena que ainda há desmatamento por esse lado do município de Bom Conselho.

A mata sendo trocada por roçados e pastagem para o gado, isso é comum encontrar de canto a canto do Brasil. O solo escuro, rico em minerais, contribui para o desenvolvimento das plantas nativas da caatinga.

Por esse vale você pode encontrar alguns tipos de répteis, anfíbios, animais que se adaptam facilmente com o bioma da caatinga. Pelo menos quando fomos conhecer essa região não encontramos algum tipo de animal selvagem.

Com o amigo Jeison e outros fizemos uma trilha bruta, cheia de desafios e para superar nossos limites físicos. Descer uns 02 km de serra, não foi o difícil, mas fazer o mesmo percusso já no período noturno, não foi nada fácil, porém superados.

Os desbravadores da caatinga. Voltamos a época do homem primitivo, onde a natureza foi nossa companhia o tempo todo. O solo encharcado, mas ouvindo o canto dos pássaros foi suficiente para nos acalmar e vivermos uma grande aventura ecológica.

Bom, depois de mais de uma hora de descida, chegamos ao leito do riacho do Salgadinho. Entre rochas graníticas e vegetação arbustiva saímos percorrendo todo o vale rumo a cachoeira Poço Escuro.

Ouvir o som da correnteza e o canto dos pássaros e sentir um cheiro de mato verde, longe de qualquer poluição é uma grande terapia.

Chegar num lugar assim não é para ter pressa e muito menos vontade de sair logo. A correnteza segue seu rumo naturalmente e escalar as rochas graníticas é o grande desafio.

O curso superior de um rio é sua parte mais inclinada, onde o poder erosivo e de transporte de materiais é muito intenso. A força das águas escava vales em forma de V. Se as rochas do terreno são muito resistentes, o rio circula por elas, formando quedas de água, gargantas ou desfiladeiros.

No curso médio do rio, a inclinação diminui e as águas perdem força e a sua capacidade de transporte diminui e começa a depositar os materiais mais pesados que já não consegue transportar.

Os vales tem a forma de V aberto. Na época das cheias, o rio transborda, depositando nas margens grande quantidade de aluviões. Nessas regiões formam-se grandes planícies sedimentares, onde o rio descreve amplas curvas, chamadas meandros.

Da para perceber que essa camada rochosa em tempos de chuva forte torna-se numa grande queda d’água. Toda essa água escorre de córregos existentes no pé da serra Grande.

Gosto de ficar contemplando a natureza. Gosto de respirar ar puro. Gosto de ouvir o canto dos pássaros, enfim, presenciar obras do Divino.

O curso inferior do rio corresponde às zonas mais próximas de sua foz. A inclinação do terreno torna-se quase nula, há pouca erosão e quase nenhum transporte. O vale alarga-se e o rio corre sobre os sedimentos depositados. A foz pode estar livre de sedimentação ou podem surgir aí acumulações de aluviões que dificultam a saída da água. No primeiro caso, recebe o nome de estuário e no segundo, formam-se os deltas.

vegetação ripária (ou ripícola, ribeirinha) é um tipo de vegetação presente em espaços próximos a corpos da água, isto é, na zona ripária. Pode assumir fisionomia campestre ou florestal e, neste último caso, é chamada mata ripária (ou mata ciliar, em sentido amplo). É esse tipo de vegetação que encontramos no vale por onde desce o riacho do Salgadinho.

As denominações floresta ripária, mata ciliar, de galeria, de várzea, ribeirinha são as mais utilizadas para designar a vegetação que se localiza ao longo dos rios e córregos, independentes do bioma onde ocorrem. De acordo com o que pesquisamos e estamos estudando, o termo floresta ripária seria o mais adequado, pois pode ser aplicado às florestas associadas a cursos d’água dentro de quaisquer formações vegetais brasileiras.

Para finalizar mais uma reportagem, quero agradecer a família do senhor José Maria e dona Quitéria, juntamente com o amigo Lucas, que foram muito receptivos e nos ensinaram o caminho “mais curto” para se chegar a cachoeira do Poço Escuro. Nossos agradecimentos ao amigo Jeison e os demais que nos acompanharam nessa caminhada longa, cansativa e cheia de desafios.

ATÉ A PRÓXIMA AVENTURA!

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Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas,formado em radiojornalismo, é poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE) e escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o Projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM, criador do Projeto Música na Escola e ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura.

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