A CORDILHEIRA, OS ÍNDIOS, A CAVERNA, OS CAUSOS E HISTÓRIAS DA CAVERNA DO REINO ENCANTADO

Por Cláudio André, publicado em 29 de março de 2020

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Chegar a caverna do Reino Encantado é lavar a alma depois de muito esforço, de muito suor derramado… Pena que não se pode atravessa-la já que uma parte da caverna foi explodida por dinamites usadas por americanos há meio século passado, segundo os mais velhos.

O que dizer de um lugar assim com pessoas que tem a mesma paixão, conhecer e proteger a natureza? Foi assim meu encontro com esses águas-belenses, trilheiros entusiasmados com seus atrativos turísticos.

Essa é a vista que tivemos há poucos metros da caverna do Reino Encantado, quando descíamos as ladeiras do sítio Pau Ferro, na serra do Comunaty.

Da gosto de ver paisagens e cordilheiras assim… Somente os trilheiros é que podem ter essa sensação. Nessa região o solo é argiloso em partes, em outras mistura-se com o arenoso. A vegetação arbustiva de caatinga estar por todos os lados.

As camadas rochosas estão espalhadas em toda a cordilheira. Por essa região a fauna e a flora são protegidas. Há muitas nascentes e um grande potencial para o setor da fruticultura.

As plantas nativas da caatinga, como a catingueira e a jurema, são as que mais se destacam, sem contar com vários tipos de plantas medicinais.

Não tem coisa mais prazerosa do que ter esse contato com a natureza, preservando-a, respeitando seus limites e mistérios.

Subir os mais de 700 metros de altitude da serra do Comunaty, conhecer a região do sítio Pau Ferro, com uma turma super animada, motivada e apaixonada pela natureza, não tem momento melhor que esse.

A estrada que você ver na imagem acima, faz ligação do centro de Águas Belas com as comunidades de Curral Novo e Garcia, além de dar acesso a BR-423.

A região onde está situada a cidade de Águas Belas era habitada, originalmente, pelos índios tupiniquins, que teve sua tribo unificada com a tribo Carnijós, que residia nas imediações da Serra dos Cavalos. A aldeia era conhecida como Lagoa, devido a uma lagoa existente no local, onde hoje se encontra a matriz de Nossa Senhora da Conceição, depois a povoação ganhou o nome de Ipanema. Consta que, por volta do ano de 1700, apareceu na região o primeiro homem branco (João Rodrigues Cardoso), com objetivo de unificar as duas tribos existentes na região.

Possui uma área de 887,56 km². Fica a aproximadamente a 303 km de Recife. O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.

Encontramos no percusso que fizemos a pé, várias casinhas assim abandonadas no meio da caatinga.

Uma verdadeira trilha é assim… Pelo meio do mato. Apenas um varedo. Nesse trecho conhecemos várias plantas medicinais usadas pelos índios da região e agricultores.

Foi ouvindo muitos causos e dando boas gargalhadas que atravessamos essa mata… Foram 25 km de muita aventura. Por essas bandas o rei do Cangaço, Virgulino Ferreira, também passou.

Vivem cerca de 5.000 índios Fulni-ôs também habitam uma área dividida em 427 lotes individuais, que totalizam 11505 ha.  Vivem do artesanato e agricultura de subsistência. São ainda os únicos índios da região nordeste, com exceção as etnias do Maranhão(Kanela (Apanyekra e Ramkokamekra), Krikati, Gavião (Pukobyê),  Kokuiregatejê, Timbira do Pindaré e Krejê) com o idioma próprio, o Yaathê ,nas praticas culturais encontra-se alguns rituais como o Toré e Cafurna e o Ouricuri.

 Pessoas que entram em contato com taturanas acabam se queimando porque é consequência de veneno existente no animal e liberado contra possíveis ameaças ao seu redor.

Taturana, também conhecida como tromba de elefante (do tupi antigo tataûrana, “que se parece com fogo escuro”, pela aglutinação de tatá, “fogo”, una, “escuro” e rana, “semelhante”), marandová maranduváembiraambiralagarta-de-fogo’, bicho-cachorrinho, bicho-que-queimabicho-cabeludo, mandruvá ou mondrová é o estágio larval (lagarta) de alguns insetos da ordem Lepidoptera.

Esse resto de moinho pertenceu a uma antiga casa de farinha na região do sítio Pau Ferro, distante uns 12 km do centro de Águas Belas. Confesso que a trilha foi bruta e com muitos ensinamentos. Passamos por lugares que somente burros e cavalos consegue passar tranquilamente. Mas a aventura foi indo e voltando. Na próxima e última reportagem contaremos mais… Aguardem!

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Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas,formado em radiojornalismo, é poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE) e escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o Projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM, criador do Projeto Música na Escola e ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura.

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