OS CACTOS, AS DUNAS, A FAUNA E A FLORA DA ILHA DO VAQUEIRO E POETA RARRÁ

Por Cláudio André, publicado em 2 de março de 2020

Publicidade

Aprendi logo cedo que quem desenha os nossos próprios passos somos nós mesmos… Durante minha caminhada matinal pelas dunas da ilha de Rarrá, fiz uma autorreflexão, de como somos importante quando buscar exercer uma tarefa, por mais simples que seja.

A dimensão das dunas nos proporciona um olhar diferente e cheio de significados. Os nossos passos nada se compara a perfeição da geometria que o vento provoca. Mesmo filosofando procuramos respostas daquilo que não podemos apalpar.

Tem coisa melhor do que sentir-se livre, puramente livre? Podem até achar que as fotos estejam repetidas, mas se olhar com a alma verás que sempre haverá algo diferente.

As dunas são elevações de solo arenoso e seco, que se formam, principalmente, pela ação dos ventos, que acumulam areia da praia, provenientes do mar.

As formações são ambientes escassos em matéria orgânica e pouco inóspitos para muitas formas de vida, até por que sofrem com a ação dos ventos que fazem com que sofram constantes transformações, como alterações na sua forma, podendo ainda aumentar e ou diminuir de tamanho, bem como sofrer deslocamentos.

No Brasil, a legislação considera as dunas como áreas de preservação permanente ou APP. É um ambiente natural que tem preservação garantida por lei, pelo fato de , constituírem um ecossistema com características próprias e bastante diferenciadas; apresentando fauna e flora adaptadas para sobreviver em regiões mais secas e quentes e, em alguns casos, de mudanças constantes.

Andando pelas dunas, compreendi que tem na fauna local e que merece ser destacado, o lagarto das dunas. Esta espécie – restrita as dunas – , possui unhas pontiagudas em seus dedos que criam aderência e tração permitindo ao réptil, movimentar-se com grande rapidez e velocidade no terreno arenoso. Geralmente só o encontra no período noturno.

As dunas são ambientes bem peculiares e possuem altas taxas de visitantes – por conta do turismo nas praias –, o que pode afetar esse sistema ecológico. Além da exploração turística, a retirada descontrolada de areia para a construção civil acaba destruindo a vegetação e o ecossistema como um todo, ali estabilizado por elas.

Cedo da manhã, sentar-se na camada de areia fina, onde o vento faz sua própria moldura, presenciar o horizonte de maneira calma, serena, tranquila, sem poluição sonora, faz um bem danado… Enquanto uns simplesmente estavam no agito dos carnavais das grandes cidades, preferi a clausura livre, onde o meio ambiente puro, natural, nos serviu de garçom espiritual.

As pegadas na areia serviram de inspiração, estilo relatos históricos de quando tentaram colocar Jesus à prova contra Maria Madalena… O que será que Ele escrevia na areia da praia enquanto os escribas e fariseus tentavam apedrejar Maria Madalena?

Observem que na camada de areia fina estão pegadas de animais que vivem na ilha. A noite é o período que eles saem para se alimentar. Durante o dia diante da movimentação de visitantes, lagartos, cobras, raposas, guarás, e tantos outros ficam escondidos ao meio da vegetação arbustiva. O rio São Francisco possui mil cantos, encantos e recantos.

Um desses lugares encantados no sertão nordestino é a Ilha de Rarrá, localizada entre Glória (BA) e Petrolândia (PE). Rodeada por praias de água doce e cristalina e enfeitada por dunas de areia clara, a Ilha de Rarrá é um refúgio para lazer e diversão.

Encontrei um pé de xiquexique enquanto caminhava pelas dunas da ilha de Rarrá. O Xiquexique é um cacto endêmico do semi-árido brasileiro. Seu caule suculento tem uma consistência macia que reserva muita água e é protegido por espinhos fortes.

Em secas prolongadas, serve como fonte de alimento tanto para o homem quanto para os animais de criação. A quantidade de espinhos servem como ato de defesa da própria planta.

Manuseado com cuidado, retirando-se espinhos (descascando), pode-se mascar a polpa e consumir a água lá reservada. Apesar de salobra, a água que conseguimos extrair é uma saída para os efeitos desagradáveis de um sol escaldante e pouquíssima umidade – experiência própria. Esse é o lugar que me sinto bem, muito bem, mesmo.

Por fim, olhar, andar, sentir o ar puro, estar no meio do Velho Chico é uma experiência única. Os aluviões recentes, os arenitos e calcários, que dominam boa parte da bacia de drenagem, funcionam como verdadeiras esponjas para reterem e liberarem as águas nos meses de estiagem.

Acrescento ainda que Aluvião é um depósito de sedimentos clásticos (areiacascalho ou lama) formado por um sistema fluvial no leito e nas margens da drenagem, incluindo as planícies de inundação e as áreas deltaicas, com material mais fino extravasado dos canais nas cheias.

PATROCINADORES

O Poeta tem muito mais conteúdo em nosso canal no YouTube!

Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas,formado em radiojornalismo, é poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE) e escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o Projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM, criador do Projeto Música na Escola e ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura.

CONHEÇA AS SERRAS DE BOM CONSELHO

MOURA CONTABILIDADE

REDE BRASILEIRA DE BLOGUEIROS DE VIAGEM

ANUNCIE AGORA MESMO

VEM AÍ RÁDIO ATITUDE FM

PUBLICIDADE

LISTA TELEFÔNICA DO POETA