PEDRA DO CAPACETE – UMA DAS GEOFORMAS DO LAJEDO DO PAI MATEUS NO SERTÃO DO CARIRI PARAIBANO

Por Cláudio André, publicado em 5 de novembro de 2019

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A casa de barro é o símbolo sertanejo que você encontra logo de cara quando se chega para conhecer o Lajedo de Pai Mateus.

 O nome que batiza o lajedo se explica por uma lenda bem conhecida nas redondezas do sítio arqueológico. Conta-se que um ermitão que vivia na região no século 18 nada cobrava pelas curas que realizava e pedia apenas comida em troca do bem que fazia a quem o procurava. Pai Mateus era o seu nome.

Os blocos do Pai Mateus têm diferentes graus de arredondamento e “são compostos por monzogranitos/granodioritos porfiríticos de granulação grossa, não raro, com enclaves dioríticos associados”, define Lages.

A grande quantidade de blocos e matacões se assemelha a um “mar de bolas” no coração do Sertão do Cariri. Matacões, diga-se, são grandes pedras arredondadas trabalhadas continuamente pela erosão.

Em Lajedo de Pai Mateus a paisagem impressiona. São dezenas de pedras com formatos inusitados, sustentadas sobre o solo também rochoso, em formato convexo. A impressão é que com um simples peteleco, as pedras milenares sairiam rolando morro abaixo. Mas turistas vêm e vão, pessoas sobem, descem e brincam sobre as rochas, e a paisagem se mantém aparentemente intacta e inquestionavelmente soberana.

No pé do lajedo há um açude que no período de trovoadas junta muita água. Diante da altas estiagens a água acumuladas evaporam-se devido ao calor e sol forte, ou seja, a água sai do estado sólido e vira vapor devido ao processo de vaporização.

Em cima das rochas há várias plantas nativas da caatinga. Essas plantas suportam muito sol, alta temperaturas e mesmo assim não morrem já que as raízes conseguem manter-se pela água acumulada nas brechas das rochas.

Lajedo fica nas redondezas da cidade de Cabaceiras, auto-intitulada “Roliúde Nordestina”. O apelido faz referência aos mais de 25 filmes rodados na região, dentre os quais o Auto da Compadecida.

Situada quase que no coração da Paraíba, a cidade atrai turistas ávidos por testemunhar as belezas de Lajedo, fruto do desgaste de milhões de anos do solo ocasionado por fissuras naturais e altas variações de temperatura.

A natureza em seu estado mais bruto e muito preservado, o Lajedo de Pai Mateus vemos uma paisagem única, um cenário perfeito com suas rochas e formações e um céu de azul sem igual. Passar a tarde, assistir o por do sol, sentir o vento, desbravar esse lugar. Recomendo para todo mundo conhecer esse paraíso, que é de fácil acesso, uma trilha leve mas realmente impactante.

O por do sol no Lajedo é fantástico e rende belas fotos. Além da vista desta região com serra, pedras, plantas típicas da região e flores do sertão. Ficando um pouco depois que escurecer (levar lanterna para ajudar no caminho de volta é importante) proporciona admirar um céu estrelado que não vemos na grandes cidades. Simplesmente mágico.

 

Área de preservação ambiental no Sertão do Cariri com formação rochosa única no Brasil, muito interessante e bonita. O Lajedo fica dentro de propriedade particular, que inclusive possui um hotel fazenda.

A formação rochosa do Lajedo de Pai Mateus simplesmente é de tirar o fôlego. Simplesmente ímpar, simplesmente encantador. Somente um acidente geológico há milhões de anos deixou esse cenário cravado no sertão do Cariri paraibano.

A formação rochosa é fruto do desgaste do solo ao longo de milhões de anos, em função de fissuras naturais e grandes variações de temperatura. Um dos blocos mais famosos é a Pedra do Capacete, por seu formato peculiar Em algumas pedras são encontradas pinturas rupestres atribuídas aos índios cariris, que viveram na região há cerca de 12 mil anos.

Voltar a ser criança não custa nada… O Lajedo do Pai Mateus nos proporciona a isso… O encantamento do pôr do sol faz-no ver ao alcance dos nossos olhos a obra do Criador do Universo sem assinatura. Ele nos deixa que façamos isso…

A Pedra do Capacete pelo seu gigantismo nos torna pequenos… mesmo pulando não cheguei perto de alcançar sua parte superior já que chega aos seus 04 metros de altura e uns 06 metros de largura e mais de 50 toneladas… Pergunta-se, quem escupiu essa rocha granítica.

Me senti um nômade como viveu no século XVIII o ermitão Pai Mateus. Imagine você acampar ai em noite de lua nova quando tudo fica claro igual ao dia. Ainda voltarei ao Lajedo do Pai Mateus… O município de Cabaceiras ainda tem outros tantos lajedos para se visitar…

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Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas,formado em radiojornalismo, é poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE) e escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o Projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM, criador do Projeto Música na Escola e ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura.

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