PEDRA DO TENDÓ – LENDAS E HISTÓRIAS FAZEM PARTE DO ATRATIVO TURÍSTICO DA PARAÍBA

Por Cláudio André, publicado em 30 de outubro de 2019

Esse afloramento rochoso é conhecido pelas lendárias histórias da Pedra do TENDÓ. A Pedra do Tendó serviu de inspiração para vários poeta e sobre ela correm muitas lendas. Distantes, aproximadamente três quilômetros da cidade de Teixeira, faz parte da reserva ecológica criada no dia 16 de outubro de 1992.

A serra apresenta no seu relevo altitudes médias de 700 metros, culminando com o pico do Jabre, o ponto mais elevado da Paraíba, com 1.197 metros. Essa região serrana, que se situa nos limites com o estado de Pernambuco, serve de divisor natural dos rios que correm em direção às bacias do norte, sul e leste — bacias do Piranhas-Açu, do São Francisco e do Paraíba, respectivamente.

Segundo moradores da região, TENDÓ é atribuído ao grito de desespero de uma vítima que após ferrenha discussão e luta contra um inimigo, teria caído no abismo. TEM DÓ era o grito que se ouvia ao longe, capitado por moradores de uma localidade próxima, como pedido de clemência, de socorro…

Em registro vernacular, TENDÓ, significa ABRIGO. Esse lugar de fato, era usado pelos tropeiros como ponto de apoio durante a viagem de comerciantes que seguiam destino a cidade de Patos, distante dali cerca de 25 km ou mesmo com destino ao estado de Pernambuco.

Aí está o trecho que se inicia a descida da serra do Teixeira. A serra do Teixeira é uma formação montanhosa localizada na Microrregião da Serra do Teixeira, ao sul do sertão do estado brasileiro da Paraíba. A principal cidade da região, Teixeira, tornou-se vila ao separar-se da Comarca de Patos em 1861.

A denominação da serra é atribuída a Francisco da Costa Teixeira, que visitou a região em 1761. Nessa região, a vegetação predominante é mata serrana, com elementos florísticos característicos da mata úmida e da caatinga.

De cima da serra do Teixeira fiz essa imagem da vista panorâmica do Vale das Espinharas que encanta nossos olhos.

Na primeira parte do século XIX, mais precisamente em 1826, o Comandante José Raimundo Vieira, natural da cidade de Icó, no Ceará, comprou ao Barão do Ipanema uma sesmaria com seis léguas quadradas (36 km x 36 km), instalando a Fazenda São José e construindo a primeira casa do futuro município, conhecida como “Casa Grande”. José Raimundo e sua esposa, Clemência Sotero de Melo, passaram a residir nesta fazenda. Deste casamento, nasceu uma única filha. Mais tarde, o Cavaleiro da Ordem Imperial de Portugal Miguel Sátiro de Sousa casou-se com esta jovem e estabeleceu-se às margens do Rio Espinharas juntamente com o seu irmão, Aquiles Sátiro, cujo túmulo se encontra no Cemitério Municipal de São José de Espinharas.

São José de Espinharas é bastante conhecida no universo da geologia pela grande jazida de urânio que possui. Entre os anos de 1977 e 1982, São José abrigou um grande projeto de estudo das potencialidades da jazida. Engenheiros e geólogos do mundo inteiro por aí passaram.

Destes estudos, revelou-se que somente a jazida de São José de Espinharas é viável para a exploração. O urânio encontrado em São José de Espinharas é de boa qualidade (teor de 1.200 partes por milhão) e numa quantidade bastante considerável. Atualmente, o Brasil retomou o projeto das Usinas Nucleares de Angra dos Reis.

Com uma situação geográfica privilegiada, o bloco cristalino rochoso tem uma altitude de 800 metros de altitude e uma dimensão de 2 mil metros quadrados. A formação da rocha granítica impressiona com seu tamanho.

O pôr do sol é o auge daquela rocha, por que os raios do sol ao entardecer deixa a rocha com cor amarelada. Lugar ideal para prática de rappel e escaladas.  Qualquer pessoa pode subi-la até o cume, já que é a rocha é áspera e da plenas condições de acesso.

 

A lenda que a PEDRA DO TENDÓ geme o chora, deixa algumas pessoas apreensivas e outras mais curiosas, eis o motivo de quem vai passar pela rodovia PB-110, de parar e conhecer esse lugar turístico e cultural cravado no sertão paraibano. Na verdade, o fenômeno é explicado pelo eco produzido pela propagação do som, seja do vento, dos carros que passam pela serra.

Como a Pedra do Tendó está localizada as margens da rodovia que liga as cidades de Teixeira e Patos, a essa rocha é atribuída uma força magnética age, possibilitando a subida dos veículos na ladeira mesmo com o motor desligado.

Um outro caso idêntico ocorre em uma das ruas de Belo Horizonte/MG, segundo moradores de viajantes da área que atribuem aos poderes da pedras que leva a crer a alta concentração de minérios.

Pude de cima da PEDRA DO TENDÓ, ter uma vista privilegiada do VALE DAS ESPINHARAS.

Por gozar de clima mais ameno e úmido com relação às áreas circunvizinhas, além de possuir solo fértil, a partir de 1830 foram feitas tentativas de introdução do trigo na região, as quais lograram algum êxito. Entretanto, os locais não investiram mais na produção, provavelmente me virtude das secas constantes ou falta de incentivos governamentais.

No restaurante que fica no cume da serra do Teixeira, preza pelo regionalismo. Peças de artesanato de barro, muito bordado e retratos da vida do povo sertanejo, a exemplo do meio de transporte de atração animal – carroça de burro, são preservados.

Outras lendas estão relacionadas aos inúmeros acidentes ocorridos durante a descida da serra diante da complexidade geométrica do trecho e a grande existência de curvas sinuosas. Mitas pessoas já morreram na descida da serra ao caírem em abismos e que o ECO TEM DÓ seria dessas pessoas pedindo socorro na agonia da morte.

Há o caso dos irmãos Clarindo e Ramiro. Esse último, noivo de Juliana, teria encontrado sua amada em romance secreto com seu irmão num passeio romântico sobre a pedra. Assustados por serem flagrados, desequilibraram-se e caíram num precipício de mais de 800 metros de altura, morrendo os dois na hora.

Contam os antigos que Ramiro não teve mais sossego depois desse acidente, tendo desaparecido. Tempos depois, caçadores teriam encontrado trapos de pano, servindo de ninho às aves da redondeza. Esses caçadores afirmaram que seriam restos das roupa do rapaz traído.

Segundo narram os crédulos, em noite de lua cheia, aparece longe a imagem de um casal passeando sobre a rocha. Em outro lugar, surge uma figura lamentando-se da traição sofrida e do compleco de culpa por ter provocado o acidente e a morte dos entes queridos.

Há ainda uma versão de que o irmão traído se atracara com o traidor e este teria caído no abismo aos gritos TEM DÓ, e que JULIANA, tendo enlouquecido, vivera por muito tempo, rondando o local em busca do seu amado.

Atualmente, o rochedo possui em sua base, antes de descer a serra do Teixeira, um restaurante que é ponto de encontro de visitantes e turistas que cruzam o território teixeirense, além dos moradores de Patos e Teixeira, que nos fins de semana vão curtir momentos alegres.
Nesse mesmo local há cantorias de viola e a prática de esportes radicais.

ENFIM…

Fizemos uma viagem que vai ficar eternizada diante de tanta riqueza cultural…

Para fazer esse novo intercâmbio profissional contei com o apoio dos amigos, Alexandre Piúta, Marcos Guerra, Edézio Ferreira, Manuela da Fórmula Certa, Pedrinho da Churrascaria do Pereira, Aluizo Bernardo, Givaldo do Sindicato, Jefson Fittipaldi (diretor do Sindicato dos Radialistas/PE) e ao amigo e vice-prefeito de Terezinha, Rogério Bezerra.

Mais sobre:

Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas,formado em radiojornalismo, é poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE) e escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o Projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM, criador do Projeto Música na Escola e ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura.

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