A GRUTA DA FÉ E AS FORMAÇÕES ROCHOSAS DO SERTÃO BAIANO

Por Cláudio André, publicado em 12 de outubro de 2019

Para entrar na Gruta da Fé, no sítio arqueológico do Circo Velho, zona rural de Santa Brígida, norte da Bahia, é preciso fazer um pouco de contorcionismo para chegar na parte interna, onde todos os anos serve de ponto para manifestações religiosas pelos moradores da região.

A formação rochosa de arenito esculpida pela ação do intemperismo é muito convidativo para a prática de escalada. Com a geoforma de um sorvete, a gruta na sua parte interna tem marcas do homem pré-histórico ou dos índios que habitavam na região há mais de 12 mil anos.

É importante lembrar que pode estabelecer nesse torrão nordestino, uma macro-visão ecológica e econômica da Caatinga, integrando visões estratégicas setoriais para promover o desenvolvimento sustentável.

Esse tipo de cenário você não encontra em outros país. A caatinga é um bioma exclusivo do Brasil.

Quando a gente chegar a um lugar assim é para parar no tempo, não se preocupar com a hora e ao mesmo tempo serve de reflexão e meditação. Os cenários naturais que somente a caatinga proporciona, faz-no entender o quanto temos de responsabilidade para preservar o meio ambiente. Deus fez a obra, deixou para que cuidemos e ponto.

As formações de arenito, esculpidas pela ação do vento e da chuva deixaram cavidades com seus mistérios. Provavelmente, tenha servido de esconderijo para animais e nômades da época.

Geologicamente, a região do semiárido brasileiro é composta de vários tipos diferentes de rochas. Nas áreas de planície as rochas prevalecentes têm origem na era Cenozóica (do fim do período Terciário e início do período Quaternário), as quais se encontram cobertas por uma camada de solo bastante profunda, com afloramentos rochosos ocasionais, principalmente nas áreas mais altas que bordejam a Serra do Tombador; tais solos (latossolos) são solos argilosos (embora a camada superficial possa ser arenosa ou às vezes pedregosa) e minerais, com boa porosidade e rico em nutrientes.

Nos sertões os afloramentos de rocha calcária de coloração acinzentada ocorrem a oeste, sendo habitados por algumas espécies endêmicas e raras, como o Melocactus azureus.

A região planáltica é composta de arenito metamorfoseado derivado de rochas sedimentares areníticas e quartzíticas consolidadas na era Proterozóica média; uma concentração alta de óxido férreo dá a estas rochas uma cor de rosa a avermelhada.

A flora da Caatinga tem características peculiares, apresentando uma estrutura resistente e adaptada às condições áridas, por isso são chamadas xerófilas, ou seja, adaptadas ao clima seco e à pouca quantidade de água.

Os solos gerados a partir da decomposição do arenito são extremamente pobres em nutrientes e altamente ácidos, formando depósitos arenosos ou pedregosos rasos, que se tornam mais profundos onde a topografia permite; afloramentos rochosos são uma característica comum das áreas mais altas.

Estes afloramentos rochosos e os solos pouco profundos formam as condições ideais para os cactos, e muitas espécies crescem nas pedras, em fissuras ou depressões da rocha onde a acumulação de areia, pedregulhos e outros detritos, juntamente com o húmus gerado pela decomposição de restos vegetais, sustenta o sistema radicular destas suculentas.

O sertão nordestino é uma das regiões semi-áridas mais povoadas do mundo. A diferença entre a Caatinga e áreas com as mesmas características em outros países é que as populações se concentram onde existe água, promovendo um controle rigoroso da natalidade.

A caatinga é coberta por solos relativamente férteis. Embora não tenha potencial madeireiro, exceto pela extração secular de lenha, a região é rica em recursos genéticos, dada a sua alta biodiversidade. Por outro lado, o aspecto agressivo da vegetação contrasta com o colorido diversificado das flores emergentes no período das chuvas.

Terminei meu dia de pesquisa no sertão da Bahia com esse presente… Um pôr do sol de encher os olhos. Um pôr do sol inspirador. São momentos únicos, inimagináveis…

Nessas andanças pelos torrões do sertão da Bahia, encontramos uma cobra verde ainda novinha. Interessante, que esses tipos de répteis está desaparecendo devido alguns fatores, como  por exemplo, a caça e falta de água no solo. Geralmente esse tipo de peçonhenta se alimenta de outros animais menores e gosta de lugar úmido. Muitas pessoas acham que a cobraverde não é uma serpente peçonhenta, mas é sim. Porém ela tem dificuldade de injetar grandes quantidades de veneno, pois possui dentição opistóglifa.

Em mais de 80 trilhas ecológicas em 06 estados do Nordeste, apenas encontramos por duas vezes algum tipo de réptil atravessando nosso caminho…

AGUARDE A PRÓXIMA REPORTAGEM!

Mais sobre:

Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas,formado em radiojornalismo, é poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE) e escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o Projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM, criador do Projeto Música na Escola e ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura.

Estatísticas do Google Analytics

gerado por GADWP 

CONHEÇA AS SERRAS DE BOM CONSELHO

SEDUÇÃO CAMISARIA

MOURA CONTABILIDADE

LISTA TELEFÔNICA DO POETA

MALHARIA COLATINO

BIO FITNESS ACADEMIA

ANUNCIE AGORA MESMO

VEM AÍ RÁDIO ATITUDE FM

Últimas