SAIBA COMO CHEGAR NA CAVERNA DOS HOLANDESES DE BOM CONSELHO/PE

Por Cláudio André, publicado em 20 de setembro de 2019

A região sul do município de Bom Conselho tem um lençol freático invejável. Há várias nascentes e um clima bem diferente do último final de semana, onde boa parte da serra do Fidélis está seca, solo sem água.

Esse vale que fica entre as serras do Bulandim, Caixa D’Água e dos Flamengos, tem várias nascentes do rio Bulandim. A temperatura nesse espaço é muito ameno.

Aí está o lugar que serve como ápice para chegar a Caverna dos Holandeses, um dos pontos principais do TURISMO de Bom Conselho.

Para onde você olhar verá um cenário indescritível. Quem vai uma vez, quer sempre retornar.

Conta-se também que durante o período holandês (1630-1654), o interior de Pernambuco – Brasil, que a Caverna dos Holandeses serviu de refúgio e abrigo para os escravos negros em rebelião. Eles viviam em lugares construídos por eles mesmos, conhecidos por quilombos.

A descoberta do Buraco do Bulandim, como geralmente é denominado, data do século XVIII, conforme registram as Memórias de Carlos Correia da Costa Vilela. Sem precisar, o descobridor atribuindo a feitura do famoso Buraco às seguintes causas: esconderijo ‘feito por negros fugidos’, no tempo da escravatura; abrigo para ‘antigos indígenas’ habitantes de outras plagas; e, ‘feito pelos holandeses’ os quais ali deixaram um grande cabedal.

Diz, ainda, que Carlos Vilela, em suas Memórias afirmou que “as pessoas da época acreditavam em existir ali ‘um Reino Encantado. Aliás, o autor dessas memórias tinha razão, até hoje tem gente indo a Caverna dos Holandeses fazer escavações para ver se acha ouro…

As cavernas estão encravadas no meio da Serra dos Flamengos (Os Flamengos são um grupo étnico germânico que fala a língua holandesa), a vegetação em seu entorno é composta por um capoeirão. Existe nas proximidades uma floresta conservada principalmente no entorno de uma nascente de água mineral. A população da localidade que reside em sítios, vive da agricultura de subsistência e da pecuária.

A Caverna dos Holandeses precisa de manutenção. As partes que não passaram por uma limpeza e algum reparo está sendo tomada por erosão e com isso alguns buracos já está caindo e alguns importantes corredores no seu interior já não existem mais, e ainda sofre a depredação por parte de alguns dos seus visitantes. Os buracos estão desmoronando e com eles, parte importante da história do local. Além disso, encontramos lixo e paredes rabiscadas em algumas partes dos buracos.

 

Faixas morfoclimáticas são áreas intermediárias entre as regiões naturais, muitas vezes agrupam características de dois ou mais domínios morfoclimáticos. Além disso, as faixas de transição são áreas de grande biodiversidade pois nelas encontram-se várias espécies de vários domínios.

Os domínios morfoclimaticos representam a combinação de um conjunto de elementos da natureza – relevo, clima, vegetação – que se inter-relacionam e interagem, formando uma unidade paisagística.

A partir que o fim de tarde foi se aproximando, a temperatura foi caindo também, deixando um clima bucólico.

Para quem quer reduzir a distância de 06 km do centro da cidade até a caverna, tem um caminho secundário que servir de atalho, porém não faz muita diferença não.

Em razão da diversidade climática da Terra, com destaque para a variação da temperatura e umidade, existem coberturas vegetais distintas. Os principais tipos de vegetação são: deserto, estepe, floresta de coníferas, floresta temperada, floresta tropical, savana, tundra, vegetação de montanha e vegetação mediterrânea.

Aí está uma rota secundária para chegar na Caverna dos Holandeses, passando pelo sítio Caborge. Do bairro da Parmalat até o ponto de apoio para poder subir pra caverna, marca 4,75 km. Para chegar a gruta percorre-se mais 1,35 km. Tem que ter fôlego, preparo físico e determinação, além de espírito de aventureiro. Quando se chega a caverna a altitude de 900 metros, todo o esforço é compensado pela bela paisagem que você pode contemplar.

Mais sobre:

Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas,formado em radiojornalismo, é poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE) e escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o Projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM, criador do Projeto Música na Escola e ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura.

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