TERAPIA: OUVIR O SOM DOS VALES E FAZER UM MOMENTO DE LEITURA EM PLENA CAATINGA

Por Cláudio André, publicado em 17 de setembro de 2019

As trilhas ecológicas que tenho feito tem nos trazido muita fascinação. O tour que estamos fazendo em 360 graus no município, percebemos que a natureza mesmo não tendo sua preservação que se deve, deixa aflorar todo seu potencial turístico. A altitude média do planalto da Borborema é de 500 metros, no entanto, há picos que chegam até 1260 metros, como é o caso do Pico do Papagaio, em Pernambuco.

A vegetação típica de caatinga encontrada quando descíamos a serra do Fidélis, chama atenção pela sua resistência. As várias rochas sedimentares encontradas mostram que passaram por várias transformações químicas com o passar do tempo.

Como um amante da leitura, não pode faltar um livro pra me ler durante minhas trilhas ecológicas. Tenho como hábito sempre ler um bom livro. Numa pausa na serra do Fidélis, reservei um momento para a leitura sadia e reflexiva.

São esses lugares que me fascinam. São esses lugares que trago consigo muita aprendizagem. A natureza nos proporciona isso. Vale apena deixar a tecnologia de lado. Ter um momento somente para você. Encontre-se com a natureza.

O livro intitulado “O Mestre da Sensibilidade“, de Augusto Cury, é uma sinopse de momentos que Jesus viveu antes de passar pelo flagelo até ser pregado na Cruz por todos nós… Enquanto o chão borbulhava e tremia a seus pés, Ele tomava atitudes que os seus discípulos desconheciam.

Na sombra de um pé de imburana de cheiro paramos para uma leitura super sadia e inspiradora. O calor que fazia nesse momento não foi suficiente para tirar a concentração da minha leitura.

Parece perto o Serrote do Vento, não é mesmo? Pois bem, a localização que eu estava deu essa conotação. Não deixa de ser uma imagem chamativa. Por aí percebe-se o quanto precisamos cuida mais do meio ambiente.

Por esse ângulo poderemos perguntar: Como vamos ter chuva num lugar assim? Terra seca, maltratada, apenas juremas e catingueiras que tem raízes profundas, aparecem com suas folhagens verdes. Mas, a região está com cara de desertificação.

Queremos aqui agradecer ao seu Zé de Expedita que foi nosso guia, que teve a boa vontade de nos acompanhar por essa região serrana de Bom Conselho. Conhecedor do local, foi nos mostrando toda a área de vegetação e nos contando particularidades da localidade.

Ja foi no final da serra do Fidélis encontramos uma riqueza mineral que poucos conhecem, afloramentos rochosos de minério de ferro. Devido sua altitude, essa formação geológica do Planalto da Borborema impede que a umidade e as precipitações vindas do oceano avancem para o interior do Nordeste.

Várias rochas sedimentares extrusivas de minério de ferro expostas ao tempo. Um estudo mais detalhado demonstra que lugar passou por ações geológicas há milhões de anos.

Para esse lugar, chuva é um bicho de sete cabeças. Como fica na linha de fronteira de Bom Conselho com Alagoas, tem uma acumulado de apenas 03 milímetros de chuva nesse mês de setembro.

Interessante, num espaço de 500 metros a vegetação muda drasticamente. Nesse local, a vegetação de caatinga toda verdinha, devido a existência de nascentes, mais para a frente, torrão seco, vegetação seca, cascalho por todos os lados.

Nascentes são manifestações superficiais de água armazenada em reservatórios subterrâneos, conhecidos como aquíferos ou lençóis, e que dão origem a pequenos cursos d’água. Estes pequenos constituem os córregos que se ajuntam para formar riachos e ribeirões e que voltam a se juntar para formar os rios. É assim que surge tanto um pequeno ribeirão, quanto os rios Amazonas e São Francisco, e tantos outros.

Mesmo estando o solo seco e o subsolo em situação de desertificação, há plantas nativas da caatinga que não deixa de mostrar seu lado florido, embelezando ainda mais a região serrana de Lagoa de São José e sítios circunvizinhos.

Constitui uma área de transição entre a mata Atlântica e a caatinga, possuindo vegetação variada que vai desde a caatinga propriamente dita até resquícios de mata atlântica (matas de brejo) nos pontos mais altos das serras, como ocorre na Unidade de Conservação Estadual Mata de Goiamunduba, na Paraíba.

Mais sobre:

Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas,formado em radiojornalismo, é poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE) e escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o Projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM, criador do Projeto Música na Escola e ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura.

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