AS ROCHAS, AS SERRAS, O CLIMA E AS BOAS HISTÓRIAS DO SERTÃO DO PAJEÚ

Por Cláudio André, publicado em 29 de agosto de 2019

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Os encantos do Vale do Cafundó estão por todas as partes. Para se chegar a esse local deve-se primeiro ir ao município de Flores, de lá, o destino será ao distrito de Fátima. Por uma estrada de terra você percorre 6,5 km para chegar ao sítio Mundo Novo.

A Pedra Furada é toda de arenito. Somente uma erosão há milhões de anos provocou o corte na rocha sedimentar que faz o vento passar por dentro e fazer a limpeza automaticamente. Do alto, podemos compreender a dimensão do Vale do Cafundó.

Quando subia a serra da Castanha encontrei esse cenário rochoso. Não resisti para fazer uma foto de lembrança.

As rochas de arenito escupidas pelo vento deixa o atrativo ainda mais bonito. Pouco importa se o calor batia ou não. Por essas bandas das proximidades do sítio Feijão pouco se ver o canto de pássaros devido a estiagem prolongada.

Veja que essa planta nativa transformou-se num tapete seco, mas muito importante para o bioma. Essa folhagem seca serve de substância do próprio solo.

A região Nordeste tem uma vegetação tão rica quanto a sua cultura. Dependendo do clima e local, podem ser encontrados biomas diferentes, variando entre mangue, Mata Atlântica, vegetação de dunas, cerrado, caatinga, restinga, Floresta Amazônica e Mata dos Cocais.

O solo da região é antigo e em geral pouco profundo. A maior parte da região do sertão nordestino tem solo de embasamento cristalino com baixa capacidade de infiltração mas, em outros locais, nas bacias sedimentares, os solos são mais profundos permitindo uma maior infiltração e um melhor suprimento de água.

O clima nessa região é predominantemente semi-árido com uma estação seca mais prolongada onde a taxa de precipitação pode cair a níveis baixíssimos (500mm a 800mm por ano em algumas regiões, mas podendo chegar a 400mm em outras), o que impede o desenvolvimento da agricultura e pecuária.

Por esse ângulo, na metade da subida da serra da Castanha a vista panorâmica é sensacional. Pelo menos dois lajeiros temos que atravessar para poder chega no cume da referida serra.

Nesse ponto temos a vista panorâmica dos municípios de Serra Talhada, Custódia, Betânia e Flores. Afinal, são mais de 700 metros de altitude. Respirar ar puro é o mais natural nesse pedaço de solo do sertão do Pajeú.

As estiagens prolongadas são comuns na região o que dá ao sertão nordestino sua paisagem típica. A caatinga é a vegetação predominante e encontra-se adaptada aos longos períodos quase sem chuvas.

A cultura do sertão nordestino está intimamente ligada ao clima, como é fácil perceber, e à história de sua colonização (foi a primeira região interiorana do Brasil a ser colonizada).

É assim que vamos curtindo cada lugar que vamos conhecendo. A subida da serra da Castanha tem suas particularidades. Nesse grande lajeiro se formou uma cavidade que quando chove vira-se num caldeirão.

Como choveu pouco, a água acumulada não suportou as altas temperaturas e foi dissipada por evaporação. Ficou apenas a marca da água que ficou por pequeno período dentro da cavidade rochosa.

Há duas versões para explicar a origem da palavra Sertão durante a colonização do Brasil pelos portugueses. A primeira sustenta que ao saírem do litoral brasileiro e se interiorizarem, perceberam uma grande diferença climática nessa região semiárida.

Por isso, a chamavam de “desertão”, ocasionado pelo clima quente e seco. Logo, essa denominação foi sendo entendida como “de sertão”, ficando apenas a palavra Sertão. A segunda versão, mais confiável, descreve a palavra como sendo derivada da palavra latina sertanus, que significa área deserta ou desabitada, que por sua vez deriva de sertum, que significa bosque.

Somente altas e baixas temperaturas provocaram o rachamento dessa rocha, formando-se em dois pedaços gêmeos. Por ter água na parte inferior da rocha, eis o motivo de cacto facheiro brotar entre as duas bandas da rocha sedimentar. É um verdadeiro exibicionismo da natureza.

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Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas,formado em radiojornalismo, é poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE) e escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o Projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM, criador do Projeto Música na Escola e ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura.

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