A SERRA DO UMBUZEIRO DE PAULO AFONSO/BA É O LUGAR IDEAL PARA TRILHAS ECOLÓGICAS

Por Cláudio André, publicado em 29 de agosto de 2019

Somente quem conhece esse lugar é que vai encontrar adjetivos para tanta beleza natural. Cada cavidade encontrada tem sua particularidade.

Há mais de 800 metros de altitude você pode ter a noção do quanto a natureza caprichou nesse ponto do sertão baiano. De cima da serra do Umbuzeiro o cenário é indescritível.

Não importa o obstáculo, a altura, se tem sol ou vento. Conhecer as belezas naturais do sertões nordestino é nossa saga.

As rochas sedimentares da serra do Umbuzeiro são resultados de uma grande erosão há milhões de anos.

Para chegar a esse ponto da serra, deve-se encarar uma caminhada de 1 hora e meia serra acima.

Uma rocha com formato de uma concha acústica. Pena que certos e determinados visitantes façam pichações nesse santuário natural.

A camada rochosa é toda sedimentar, uma mistura de arenito que se tornou numa camada solidificada e muito áspera. Esse tipo de rocha dá tranquilidade para você escalar.

Em todo o platô da serra do Umbuzeiro você encontra rochas com suas geoformas, além de cavernas.

Mesmo que a subida seja muito exigente, mas, quando você chega no platô é hora para descansar e curtir a vista panorâmica.

A vegetação de caatinga e a mistura da beleza das rochas torna o cenário ainda mais bonito.

A Serra do Umbuzeiro está localizada no povoado Riacho, distante 20 quilômetros do cento de Paulo Afonso, pela rodovia estadual BA-110, cenário para uma boa caminhada até o cruzeiro, em seu ponto mais alto que marca 800 metros de altitude.

Durante a trilha ecológica envolve contato com a vegetação típica do semi-árido, belas formações rochosas de arenito, grutas, cavernas e pinturas rupestres. Do seu cume você tem uma fabulosa visão em 360 graus do município de Paulo Afonso.

Uma das primeiras formações “oficiais” é a Cadeira do Rei. Uma formação que tinha o formato de uma poltrona e possibilitava também, no braço da “cadeira” fazer uma foto com a rocha sendo a moldura.

Toda a serra é formada de paredões de arenito que de acordo com a criatividade de quem visita, é possível verificar vários formatos: cachorro, tartaruga, soldado, sapo, a torre do tabuleiro de xadrez entre outros.

A paisagem dessa parte da trilha é particularmente fantástica. Com rochas e vegetação que se confundem e enriquecem o cenário. Ao chegar nas pinturas, é possível avistar um belo paredão com a arte rupestre que foi esculpida há mais de 9 mil anos e que merece uma atenção especial.

Para fazer essa trilha, é necessário que esteja com calçado adequado (tênis, preferencialmente com antiderrapante), levar bastante água para hidratar no decorrer da trilha, algum lanche para fazer durante as paradas para descanso e, claro, máquina fotográfica para registrar toda a beleza do local. Afinal, não é todo dia que você pode estar num lugar assim.

Chegando ao povoado Riacho, a vista para a serra já muda um pouco de formato, se mostrando uma inclinação com um formato triangular. Para chegar lá é necessário que esteja acompanhado de um guia para que ele possa dar informações do local, conduzir o visitante com segurança e orientar sobre a preservação do meio ambiente.

Cada passo que você dá rumo ao cume da serra do Umbuzeiro o cenário empolga ainda mais o trilheiro. Não ter pressa de chegar é o grande segredo para quem não estar acostumando nesse tipo de aventura.

A formação rochosa toda de arenito é resultado do intemperismo há milhões de anos. As geoformas são as mais diversas em todo o platô da serra do Umbuzeiro. Esse nome se dá pela existência de pés de umbuzeiros na região.

A vegetação predominante na região é a caatinga. Além de árvores e arbustos baixos, há muitas espécies que armazenam água em seus caules e raízes como os cactos mandacarus, facheiros, xique-xique, coroas de frade e os umbuzeiros.

Assim foi nosso percusso… Devagar, devagarinho, como diz Martinho da Vila. A trilha ecológica para chegar no cume da serra do Umbuzeiro é para você ir curtindo a natureza.

O bode é um mamífero dotado de chifres. Existem espécies selvagens e outras domesticadas. A fêmea do bode é a cabra, e o filhote é chamado de cabrito. O bode é criado pelo homem por sua carne, seu leite e sua . É um animal robusto que pode viver em grama áspera e rala e ser criado em terrenos que não tenham plantas suficientes para vacas ou carneiros. Esse tipo de animal se adapta facilmente na região da caatinga.

Foi com essa turma que botei o pé na estrada e fizemos uma trilha de 2 horas e meia de caminhada somente para ir. Do povoado Riacho até o pé da serra leva-se uma hora de caminhada. O acesso é muito bom. O referido povoado tem quase 200 anos de fundação e tem aproximados 2 mil moradores.

O croatá é muito comum na região e também armazena água, sendo a salvação de caçadores e moradores da região do Raso da Catarina, em muitas ocasiões. O solo de Paulo Afonso é silicoso, quase sem húmus, pobre em azoto e com regular teor de potássio e de cálcio. São encontrados na região: umbuzeiro, baraúna, jatobá, caraibeiras, bromeliáceas e cactáceas e outras espécies próprias da caatinga.

A área do município de Paulo Afonso é formada por planaltos e depressões, representada por solo cristalino e camadas sedimentares da Bacia Tucano-Jatobá. Entre os acidentes físicos encontram-se: Cachoeira de Paulo Afonso, com várias quedas – Croata, Véu da Noiva; o cânion do Rio São Francisco, que começa na Cachoeira de Paulo Afonso, entalhado em solos migmáticos pré-cambianos, arqueozóicos e a Serra do Umbuzeiro, no Povoado Riacho.

De qualquer forma a trilha ecológica rumo ao cume da serra do Umbuzeiro é um passeio que vale a pena qualquer esforço. Se você deseja conhecer o município de Paulo Afonso, no norte da Bahia, deve-se procurar as informações básicas, tipo,  de como conhecer um pouco da cultura folclórica e do artesanato de Paulo Afonso. Podemos citar a produção de artesanato em madeira, couro, corda, cipó, palha, cerâmica utilitária, pedra, retalhos, crochê, tapeçaria, tecelagem, pinturas à óleo em tela e o artesanato da Malhada Grande (povoado local) com suas redes, rendas e artigos produzidos em teares.

Mais sobre:

Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas,formado em radiojornalismo, é poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE) e escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o Projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM, criador do Projeto Música na Escola e ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura.

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