O VALE DO CAFUNDÓ QUE VOCÊ AINDA NÃO CONHECE

Por Cláudio André, publicado em 24 de agosto de 2019

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Voltar ao Vale do Cafundó, não tem preço. Conhece-lo, desvendar seus mistérios, já sabe, não é pra todo mundo. Toda a formação rochosa é sedimentar. A mistura de vegetação de caatinga deixa o ambiente ainda mais desejo para o conhecer.

O seu ponto mais alto marca acima dos 700 metros de altitude. O vento que sopra seu rosto faz-no parar para contemplar toda essa beleza natural cravado no sertão do Pajeú.

Que tal uma moldura feita do tronco de uma árvore? Pois é, encontrei essa belezura enquanto visitava o Vale do Cafundó, na zona rural de Flores.

Por todos os lado do Vale do Cafundó você encontra rochas sedimentares e suas geoformas.

Essa é a Pedra do Jacaré. Sua geoforma se descreve bem. A sua localização deixa mais evidente.

O vale do Cafundó é uma área rural do município de Flores, sertão do Pajeú, com um grande número de atrativos naturais, como: canyons, caldeirões, furnas, um trajeto repleto de pedras/rochas – fruto de transformações vulcânicas – desenhos rupestres e uma deslumbrante vegetação de caatinga.

Do distrito de Fátima, você percorre cerca de 6,5 km (carro e caminhada), chega-se ao canyon do Cafundó, que os adjetivos são os mais variados possíveis. Mas é certo que “o tempo esculpiu com paciência um grande universo de formas e cores, um espetáculo para os sentidos e um convite à reflexão num ambiente de pura energia”, afirmou um dos moradores do lugar.

As rochas sedimentares tem suas variações em formas e tamanhos. Quando você chega ao lugar, sente-se minúsculo com a obra do criador do Universo.

O que dizer dessa geoforma? O que dizer dessa rocha sedimentar?

Aos poucos vamos compreendendo como tudo isso surgiu. Essa rocha sedimentar que tem o formato de uma tartaruga está dentro de uma área privada há poucos quilômetros do distrito de Fátima.

A estrada que acesso a esse paraíso é conservada. Basta chegar em Fátima, comunidade que deve ter seus 5 mil habitantes. É bom lembrar que Fátima fica dentro do município de Flores no interior do sertão pernambucano, deste sua história recente que se iniciou em 1947 fundada por visionários como Primo de Sousa Guerra e outros com a ajuda de Padre Maciel já vislumbrava o grande potencial agrícola destas terras, da qual já se produzia na época algodão, feijão, milho, mandioca (variedades mansa e brava) e castanha de caju, além do seu potencial turístico.

Vejam que por esse ângulo percebe-se a dimensão que é o Vale do Cafundó. Nesse ponto, marcou 783 metros de altitude, onde pudemos ter uma vista panorâmica.

Para onde você olhar, vai encontrar rochas com suas geoformas, provocadas pelo intemperismo há milhões de anos.

Percebam que o Vale do Cafundó tem uma geometria circular. Nesse período o riacho que corta o vale não tem água exposta no solo, mas em seu subsolo tem muita água acumulada. Veja que vegetação densa da esses sinais.

Utiliza-se as rochas, juntamente com os fósseis, para decifrar os fenômenos geológicos atuais e do passado. As rochas que formam os continentes e o fundo dos oceanos registram os fenômenos de transformação da superfície e do interior da crosta terrestre. O Vale do Cafundó passou por essa transformação geográfica .

Todas as rochas obedecem a um ciclo, um processo contínuo pelo qual as rochas antigas são transformadas em novas. Assim, o ciclo das rochas representa as diversas possibilidades de transformação de um tipo de rocha em outro. O que não falta é rocha sedimentar cobertas por linqueis em todo o o canyon do Vale do Cafundó.

Uma vez expostas à atmosfera e à biosfera, as rochas passam a sofrer a ação do intemperismo, o conjunto de processos mecânicos, químicos e biológicos que ocasionam a desintegração e a decomposição das rochas. Elas passam a sofrer reações de oxidação e hidratação, além de ataques por substâncias orgânicas e variações diárias ou sazonais de temperatura, etc.

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Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas,formado em radiojornalismo, é poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE) e escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o Projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM, criador do Projeto Música na Escola e ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura.

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