O ENTARDECER NA CHAPADA DO MORRO GRANDE DE BOM CONSELHO

Por Cláudio André, publicado em 12 de agosto de 2019

Nessa minha ultima reportagem da série sobre a serra do Morro Grande, posso dizer que foi uma experiência maravilhosa, por conhecer mais um lugar com rico potencial turístico na zona rural de Bom Conselho.

Por volta das 17 horas o sol começou a da sinais que mais um dia estaria indo embora. Por trás de umas nuvens começou a se esconder, porém seus raios invadia o horizonte.

A partir que foi se aproximando do final da tarde, o amarelo do sol se misturou com o verde da vegetação arbustiva localizada nos arredores da fazenda Morro Grande.

Como o entardecer é melancólico! O vento frio batia meu rosto, mas quando olhávamos para o horizonte, a beleza da caatinga nos enchia os pulmões de ar puro.

O solo arenoso e molhado devido as últimas chuvas que caíram deu mais vida a vegetação e aos seres vivos que ocupam o espaço.

Por coincidência ou não, o mandacaru apareceu no exato lugar para onde mirei as lentes de minha câmera fotográfica. O pôr do sol na zona rural de Bom Conselho tem um diferencial, uma beleza a mais de tudo que vimos durante a semana.

As imagens as seguir do pôr do sol até parece o jogo dos 07 erros, mas não é. Os ângulos são diferentes em algum ponto, basta apreciar com calma a beleza das imagens que consegui registrar.

Nas minhas pesquisas, descobri que existe um engano ao vermos o amarelão do sol. Isso acontece porque a atmosfera da Terra filtra a luz solar, separando as cores. Ela espalha raios azuis e violeta, fazendo com que só as outras cores cheguem até nossos olhos. Esses tons restantes é que dão a impressão de o Sol ser amarelo.

A cordilheira existente nesse quilômetros finais do planalto da Borborema, faz com que o pôr do sol ainda deixe a cena mais bonita.

Eu esperava ver o sol no formato de uma bola gigante amarelada, mas dessa vez foi diferente. Quer dizer, as coisas não acontecem do jeito que a gente quer quando se trata de Obra Divina.

A luz solar não é amarela nem vermelha, é branca. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta, o azul, o anil, o verde, o amarelo, o laranja e o vermelho. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes, ao longo de um dia, porque a atmosfera filtra os seus raios, separando as cores.

A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera. Essa é a explicação exata pelos físicos.

Entenda que existem partículas de poeira, poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. Quando o Sol está alto, as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas. Mas as menores (o violeta, o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam, espalhando-se.

Com isso, tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo, que é a soma das cores restantes: o verde, o amarelo, o laranja e o vermelho. À medida que o Sol vai se pondo, seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera, colidindo com mais obstáculos.

Afinal, no crepúsculo, até as ondas longas, laranja e vermelho, acabam trombando e se desviando, avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul).

A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir, por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. Por fim, o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento, pois o Sol está abaixo do horizonte.

Eis os motivos de podermos registrar o passo a passo do pôr do sol. Os picos, serras e montanhas quando ficam na mesma rota do seu olhar, conseguirmos visualizar um verdadeiro espetáculo da natureza. A mistura de cores e o espalhamento de partículas sobre a atmosfera nos proporciona enxergar esse amarelão do sol quando está se pondo.

Para encerrar, quero agradecer a todos os apoiadores culturais que acreditaram em mais uma saga na descoberta de novos pontos turísticos de Bom Conselho.

Mais sobre:

Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas,formado em radiojornalismo, é poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE) e escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o Projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM, criador do Projeto Música na Escola e ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura.

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