AS PLANTAS DA CAATINGA QUE SE ADAPTAM AS CAMADAS ROCHOSAS DO MORRO GRANDE

Por Cláudio André, publicado em 9 de agosto de 2019

No cume da serra do Morro Grande, zona rural de Bom Conselho, o gravatá é uma das plantas que ocupa muito espaço. Multiplica-se mais facilmente por estolão, ou seja, brotos que saem da base do caule, mais só devem ser retirados quando estiverem com raízes próprias. As sementes germinam bem em substrato arenoso, num período de 60 a 120 dias, mais demoram cerca de 2 anos para atingir o tamanho de 40 cm. As mudas tiradas da planta mãe iniciam frutificação com 3 anos após o plantio, enquanto que mudas originarias de sementes frutificam com 5 a 8 anos.

O chá de nim é, hoje em dia, muito usado na cura de doenças como artrite, catapora, febre, entre outras. O nim indiano serve como inseticida para matar insetos em geral.

O Spondias tuberosa, popularmente conhecido como umbuzeiro, imbuzeiro ou jique é uma árvore de pequeno porte, pertencente à família das anacardiáceas, de copa larga, originária dos chapadões semiáridos do Nordeste brasileiro, que se destaca por fornecer sombra e aconchego.

A despeito de sua aparência árida, a caatinga possui uma grande biodiversidade que abrange diversas espécies vegetais com potencial de alimentar rebanhos.

Com extensão aproximada de 900 mil quilômetros quadrados, o semiárido brasileiro é caracterizado por distribuição irregular de chuvas e ocorrência frequente de secas.

Nas minhas pesquisa de campo, aprendi que tais fatores climáticos são limitantes para a produção pecuária, mas o bioma caatinga possui diversidade de espécies vegetais, nativas ou adaptadas, que podem contribuir, de forma significativa para a alimentação dos rebanhos, seja como pastagem ou manejadas na forma de feno, silagem ou adicionadas nas rações.

O serrote do Vento do município de Bom Conselho fica numa chapada há poucos metros da serra de São Pedro, que tem como rota o destino ao povoado Quati, localizado no município de Iati.

Outra espécie que vem apresentando bom potencial em recentes pesquisas é a catingueira. A planta tem sido usada por produtores na forma de feno da folhagem, como forma de suplementação.

Experiências no Nordeste da Bahia verificaram a catingueira como importante fonte de alimentação tanto para rebanhos caprinos leiteiros, quanto para ovinos de corte. As pesquisas registraram cabras produzindo até seis litros de leite por dia com o consumo do feno associado a palma e concentrados.

Pesquisas evidenciam que um melhor manejo por meio das chamadas técnicas de manipulação da caatinga podem aumentar a oferta de forragem nesse bioma em até 80%. As principais técnicas utilizadas são o raleamento, rebaixamento e enriquecimento da caatinga, sendo possíveis combinações entre elas.

A serra do Morro Grande é rica com a flora, fauna e clima, devido as altas altitudes. Mesmo com pouca chuva já o suficiente para plantas nativas da caatinga brotem em boas quantidades.

O desafio de preservar o bioma caatinga e esta diversidade tem incentivado instituições a trabalhar, junto a comunidades rurais no semiárido, na disseminação de conhecimentos sobre as variedades de espécies e as formas mais adequadas de manejos.

Continentes como a Europa não possuem a diversidade deste bioma, que só existe no Brasil”. A caatinga é um bioma exclusivo do território brasileiro.

Depois de uma boa caminhada, hora de parar, respirar, encher os pulmões de ar puro. Assim foi minha experiência na serra do Morro Grande, dentro da fazenda que recebe o mesmo nome, pertencente a família Correia Ferro.

O aproveitamento da biodiversidade existente na caatinga, pode ser garantido e otimizado por estratégias adequadas de manejo das chamadas forrageiras – plantas para consumo animal. As formações rochosas localizada na fazenda Morro Grande, podem ser exploradas ecologicamente correto.

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Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas, formado em radiojornalismo, poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE), escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM e Rádio Web News Olho d'Água, criador do Projeto Música na Escola, ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura. Membro efetivo da FACUPIRA (Fundação Cultural de Palmeira dos Índios/AL), Ex-membro do Conselho Municipal de Saúde de Bom Conselho/PE. Colunista dos sites Tribuna do Sertão (P.dos Índios) e Tribuna do Agreste (Arapiraca) e 7 Segundos (Maceió). Ex-assessor de comunicação da Câmara de Vereadores de Bom Conselho/PE.