A VEGETAÇÃO DE CAATINGA COM RESQUÍCIO DE MATA ATLÂNTICA NO CÂNION DO SALGADINHO

Por Cláudio André, publicado em 22 de julho de 2019

O resquício de mata preservada é visível no trecho entre o distrito de Lagoa de São José e as comunidade de Salgadinho e Salobrinho. Durante minha caminhada por essa região fui vendo que a fauna e a flora ainda são preservados por alguns hectares de terra.

Vejam que o cume dessa serra há uma mistura de rocha sedimentar e vegetação de caatinga. Por essa região é fácil de encontrar bichos peçonhentos, tipo, cobras jararacas e jiboias, devido a aproximação da serra com o vale.

O Embuá, ou também conhecido popularmente como Piolho de Cobra, é um miriápode do filo artrópode. É um dos animais que mais possuem pés na face da Terra, sendo que cada anel de seu corpo possui dois pares de pés, se o animal tiver cerca de 100 anéis, que é considerado um tamanho médio, ele terá aproximadamente 400 pés.

Mata Ciliar e Mata de Galeria são formas de vegetação que acompanham cursos d’água e ambientes de drenagem em geral. Caracterizam-se pela importância biológica que exercem sobre o ambiente em que estão instaladas, evitando, principalmente, a ocorrência de erosões fluviais.

A mistura de planta nativas da caatinga e a existência de vegetação de mata atlântica favorece ainda mais o bioma, eis o motivo dessa região sempre ter chuvas no decorrer do período.

Esse conjunto montanhoso formado pelas serras Grande, Baêta e do Salgadinho forma uma cordilheira muito bonita. Por essas bandas há cactos, plantas nativas e uma fauna com animais e pássaros ameaçados de extinção.

Estive percorrendo por essa mata ciliar. As matas ciliares compreendem a vegetação que se localiza em áreas situadas nas proximidades de cursos d’água, tais como rios, lagos, olhos d’água e reservas hídricas em geral.

Na Grota da Jiboia há uma grande lajeiro que no tempo de muita chuva transforma-se numa linda cachoeira.

Para subir esse lajeiro precisa-se de muito cuidado, pois além de ser muito íngreme é também escorregadio devido ao lodo impregnado na grande rocha granítica escondido no meio da vegetação de caatinga.

Em função do clima semiárido da região onde se encontra, a vegetação da Caatinga costuma ser bastante seca, com espinho e pouquíssimas folhas. No entanto, quando ocorrem as chuvas, ela se transforma rapidamente, ganhando um aspecto diferenciado, com árvores cobertas de folhas e pequenas plantas forrando o chão.

Caatinga é o único bioma totalmente brasileiro, isto é, o único domínio florestal que não divide espaço com nenhum outro país. Isso significa que algumas características regionais desse bioma não são encontradas em nenhum outro lugar do planeta.

A vegetação é formada por plantas adaptadas ao clima seco, em que ocorrem poucas chuvas. As principais espécies são o Mandacaru, o Xique-xique, a Aroeira e a Braúna. As únicas árvores que não perdem as suas folhas durante o intenso calor são o Juazeiro e alguns tipos de palmeiras, pois suas raízes conseguem encontrar água no subsolo.

O pássaro corrupião eventualmente ocupa o ninho do joão-de-pau nas matas. Veja a engenharia que esse tipo de ave fez. Pendurado no ninho estava um morada de abelhas inchui. Só conseguimos fazer essa imagem com tranquilidade por que as abelhas já tinham abandonado a capa.

Ai está o Vale do Salgadinho… Eis o tipo de vegetação. Esse conjunto de serras fica bem na divisa de Pernambuco com Alagoas. Por essas bandas passa pelo meio o riacho do Salgadinho que divide os dois estados.

Nesse local é o encontro do Riacho das Pombas e da nascente da Grota da Jiboia. Por esse local há um varedo que da acesso a serra de Maria Bié, filha do mestre Bié – ferreiro mais antigo da Lagoa de São José, zona rural de Bom Conselho.

Na Grota da Jiboia, encontrei essa poça d’água amarelada, resultado de uma variação de cores e que explicação é uma composição de alguns fatores, como por exemplo,  a  temperatura da água, a incidência de raios solares e materiais sólidos e orgânicos em suspensão, como algas, fragmentos de rochas e grãos de areia. “Se não houvesse a mistura de componentes químicos dissolvidos na água do mar, ela seria transparente como a água potável”.

As matas de galeria circundam o leito do rio, formando uma espécie de “túnel” ou galeria, enquanto nas matas ciliares o ambiente é aberto.

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Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas, formado em radiojornalismo, poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE), escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM e Rádio Web News Olho d'Água, criador do Projeto Música na Escola, ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura. Membro efetivo da FACUPIRA (Fundação Cultural de Palmeira dos Índios/AL), Ex-membro do Conselho Municipal de Saúde de Bom Conselho/PE. Colunista dos sites Tribuna do Sertão (P.dos Índios) e Tribuna do Agreste (Arapiraca) e 7 Segundos (Maceió). Ex-assessor de comunicação da Câmara de Vereadores de Bom Conselho/PE.