CARNAÍBA/PE: TERRA DO POETA ZÉ DANTAS E DA CAVERNA DO SOSSEGO

Por Cláudio André, publicado em 27 de junho de 2019

Carnaíba é um município brasileiro localizado na microrregião de Pajeú, estado de Pernambuco. Sua população estimada no ano de 2017 era de 19.440 habitantes, sendo o sexto município mais populoso da Microrregião do Pajeú. Na foto acima está o pátio de eventos, que nos períodos de festa recebe um grande público. Carnaíba é a terra do poeta Zé Dantas.

Acompanhado do amigo blogueiro Cosmo Queiroz, fomos conhecer uma das nascentes do rio Pajeú, localizado no sítio Boqueirão, no pé da serra da Matinha. Essa área em breve será uma unidade de conservação ecológica, graças ao seu rico potencial turístico.

O território do atual município de Carnaíba era habitado pelos índios CaririsRegistros rupestres destes primitivos habitantes foram encontradas nas Serras do Boqueirão e da Matinha. Não tem maior prazer do que viajar, conhecer novos lugares, novas pessoas, novas culturas. Assim, vem sendo colocado em prática o projeto Poeta Viagens e Aventura.

Ainda existe resquício de mata atlântica em pleno sertão do Pajeú. Mata fechada, nascentes em várias partes, temperatura amena, formações rochosas por todos os lados, assim, fomos conhecendo a beleza natural da zona rural de Carnaíba.

Conta a história que ainda no século XIX, iniciou-se o povoamento de origem europeia quando o fazendeiro João Gomes dos Reis estabeleceu-se na Fazenda Lagoa da Barroca. Ali, foi construída a capela de Santo Antônio, no entorno da qual cresceu a vila de Carnaíba de Flores. A vila foi criada em 29 de junho de 1823. O distrito foi criado em 29 de julho de 1893, subordinado ao município de Flores, distante 22 km.

Dentro da Caverna do Sossego, encontramos pisadas de lobos-guarás, mocós, guaxinins e tantos outros que embelezam a fauna da serra da Matinha. A caverna está dentro do leito do rio Pajeú e serve de lugar de descanso para os animais que sobrevivem a caça ilegal que ocorre na região.

O município de Carnaíba deve o seu topônimo à abundância de carnaúbas na região. O topônimo vem dos carnaubais da região. A palavra origina-se do tupi karana’iwa, “planta espinhosa”. Os ipês nesse período mostram toda sua beleza com cores em rosa lilás.

São várias as espécies de plantas no pé da serra da Matinha. Há um colorido promovido pelas flores em toda a trilha que fizemos até uma das nascente do rio Pajeú. Foi elevado à categoria de município com a denominação de Carnaíba em 29 de dezembro de 1953.

Encontrei durante a trilha ecológica, encontrei também, a pimenta-de-macaco, conhecida por mático. Ela é uma planta florífera da família Piperaceae. Como muitas espécies da família, a pimenta-de-macaco tem odor e sabor picante. Os frutos são usados como condimento e como flavorizante de cacau. É usado algumas vezes como substituto para pimenta-longa. Na Amazônia, muitas das tribos nativas usam as folhas de pimenta-de-macaco como antisséptico. No Peru, é usado para estancar hemorragias e no tratamento de úlceras, e na Europa pratica-se o uso no tratamento de doenças genitais e órgãos urinários, como para aquelas que cubeba era frequentemente prescrita.

 

Essa árvore chamada de FREIJÓ, coloca flores como um buquê, tem um cheiro de chulé. Mesmo balançando com o vento o odor não é exalado, mas quando se encosta o nariz, o cheiro é insuportável. Ela é usada para cabo e enxada e foice, muito comum para quem trabalha na roça.

A caverna do Sossego é uma gruta, ou seja, é uma cavidade de forma e profundidade variáveis encontrada profundamente em rochas calcárias ou em arenitos de cimento calcário. Nessa caverna passa o leito o rio Pajeú.

Há um projeto em fase final para que essa área seja uma unidade de conservação ecológica. O município de Carnaíba está incluso na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005. Esta delimitação tem, como critérios, o índice pluviométrico inferior a 800 milímetros, o índice de aridez até 0,5 e o risco de seca maior que 60%.

Na foto acima, corre água da nascente do rio Pajeú. Nos locais que a água se acumula ainda há peixe que sobrevive. Debaixo de uma das rochas que acesso a uma galeria de cavernas, tem muita água e peixes pequenos.

Essa é uma das nascentes preservada do rio Pajeú. Por essa região, anualmente chove até 800 mm, quando o inverno é bom. A água limpinha assim sai debaixo das rochas. Serve para beber, para o consumo humano. Infelizmente, há visitantes que deixa lixo nesse local.

Depois de suar bastante durante a caminhada que fizemos, não tem preço lavar o rosto, se molhar numa água de correnteza, bastante fria, assim fiz na nascente do rio Pajeú. Parar e ouvir o som da natureza, estar com pessoas que a gente gosta, não tem valor que se pague. Assim foi minha experiência na zona rural de Carnaíba.

Essa água acumulada, faz parte da correnteza do rio Pajeú. Se não fosse a ação de destruição humana, esse lugar era para estar cheio d’água, sem acesso. Mas devido as altas temporadas de seca e o desmatamento no entorno da nascente, fizeram com que pouca água ainda restasse dentro da gruta.

A caverna do Sossego faz jus ao nome… Num mundo que vivemos, devemos cada dia estar mais vezes em lugares assim, num verdadeiro encontro com a natureza. Quatro rochas, uma escorada na outra, se transforma nessa caverna. Segundo historiadores que estiveram conhecendo o lugar, há milhões de anos, a região do Pajeú, foi um grande rio navegável…

AVENTURA

Por esse ângulo você observa uma clarão provocado por um corte em uma das rochas. Quando você faz uma foto de fora para dentro, surge uma imagem azulada, fruto dos raios do sol quando penetra nos pigmentos encravados nas rochas.

Essa é uma das entradas da Caverna do Sossego. Interessante, que as rochas ficam muito frias, devido ao intemperismo. Como estou estudando geologia, aprendi que o intemperismo refere-se às alterações físicas e químicas a que estão sujeitas as rochas e minerais na superfície da Terra. Diferente de erosão, que consiste no transporte de partículas e matéria, o intemperismo é a quebra e alteração de materiais nas proximidades da superfície para produtos que estão mais em equilíbrio com as novas condições físicas e químicas impostas.

AGUARDEM A PRÓXIMA REPORTAGEM!

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Mais sobre:

Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas,formado em radiojornalismo, é poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE) e escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o Projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM, criador do Projeto Música na Escola e ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura.

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