A ORIGEM DO SÍTIO AMARGOSO E SUAS BELEZAS NATURAIS

Por Cláudio André, publicado em 19 de junho de 2019

Flagrei o pé de angico solitariamente num lugar que poderia está ocupado por mata fechada, mas podemos ver que o solo enfraquecido é justamente pela falta de nutrientes, ou seja, a própria folhagem serve de estrumo para deixar o solo enriquecido.

Por esse ângulo e numa distância de mais de 20 km em linha reta, pude fazer essa imagem da cidade de Estrela de Alagoas rodeada por um conjunto de serras com variações nas altitudes.

A vegetação de caatinga e os resquícios de mata atlântica se misturam e proporciona a qualquer trilheiro uma vista sensacional. Como está as margens de um córrego da da cachoeira do Amargoso, a temperatura é bem amena nessa região de Bom Conselho.

A cachoeira do Amargoso fica na comunidade de Nossa Senhora do Carmo, que passou a ser mais conhecida por sítio do Amargoso, por que na região existem a árvore chamada de AMARGOSA (Essas árvores são nativas da Mata Atlântica que se adéquam melhor ao clima de mata. As AMARGOSAS produzem flores que surgem tanto no inverno, quanto no verão, o que as tornam mais apropriadas para a região serrana).

Já escrevi e fotografei por vários ângulos sobre o afloramento rochoso denominado de Serrote do Vento, localizado no município de Estrela de Alagoas. Enquanto descia a serra do Amargoso, fui tendo um ângulo diferenciado do Serrote do Vento.

Até parece que eu estava perto quando fiz esse registro, não foi? Ledo engano! O ambiente em si nos proporcionou uma maneira diferente de ter essa imagem em nossa câmera. Veja que consegui juntar numa única imagem o serrote e o serrotinho.

O sítio Amargoso fica numa situação geográfica muito confortável, por que nessa divisa dos estados de Alagoas-Pernambuco, há uma transição na vegetação e no clima.

Foi debaixo de um pé de cajueiro que fiz essa outra imagem que muito me encheu os olhos. Não precisou de retoques e muito menos de programas para deixar a imagem “com a tal de ilusão ótica”. O ambiente em si já tem sua beleza natural.

A cachoeira da comunidade do Amargoso tem sua cachoeira, sua riqueza natural na produção de frutas e de alimentos substanciais. Numa altitude que varia de 694 a 724 metros, toda a comunidade está integrada a agricultura familiar.

Andando em torno da cachoeira do Amargoso, pude visualizar pendurado numa árvore, um ninho que serve de morada para o pássaro  joão-de-pau  que tem o talento engenhoso de confeccionar os seus grandiosos ninhos tão comuns na paisagem do interior, especialmente nas matas. Fiquei imaginando a riqueza da morada desse pássaro… Do alto da árvore, o seu jardim é uma cachoeira…

É comum é encontrar numa área de vegetação em transição, encontrar nas folhas e nos troncos retorcidos ou até mesmo em árvores frondosas plantas “intrusas” e nocivas ao bioma, típicas de climas temperados ou até mesmo na mistura de outros tipos de vegetação da caatinga e mata atlântica. Veja na imagem acima que uma planta se alimenta da outra, as duas ocupam o mesmo espaço. Acontece às vezes que se uma morrer a outra segue o mesmo destino, a morte, por estarem tanto tempo uma dependendo da outra.

 

 

Geralmente a vegetação de altitude está atrelada ao clima e a localização geográfica que ela teve sua origem. Nas laterais do vale do Amargoso há muitas árvores frondosas, umas, apenas servem para ajudar na mudança da temperatura do ambiente, servindo como um filtro do solo.

Observem que toda essa região serrana entre os municípios de Bom Conselho/PE e Palmeira dos Índios/AL  está inclusa no planalto da Borborema que tem origem no estado da Paraíba. Em todo o trecho do planalto tem uma diversidade na fauna e na flora.

Quem passa pela PE-218, sentido Alagoas, tem esse visual do conjunto de serras que existe no sítio Amargoso. Nesse ponto onde fiz essa imagem, marcou 694 metros de altitude, lugar ideal para se ter uma plataforma para a prática de esportes radicais, como por exemplo, vôos de asa delta e parapente.

Como está a situação de escassez de chuva na região, apenas o solo resta água, o subsolo em determinadas áreas já não tem mais água, resultado de quê?  DES-MA-TA-MEN-TO.

Nessa aventura pela cachoeira do Amargoso, a formiga preta não me perdoou, justamente quando tentava passar por debaixo de uma cerca de arame farpado… Mesmo assim, a aventura foi sensacional.

A cada dia vamos aprimorando nossas trilhas ecológicas. A cada dia vamos organizando as rotas, desbravando os sertões e produzindo um material diferenciado nas áreas de história, cultura, meio ambiente e geologia.

Aguarde nossa próxima aventura!

Obrigado a todos pelo apoio.

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Mais sobre:

Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas,formado em radiojornalismo, é poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE) e escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o Projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM, criador do Projeto Música na Escola e ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura.

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