A CAVERNA DOS HOLANDESES E SUAS LENDAS E HISTÓRIAS

Por Cláudio André, publicado em 7 de junho de 2019

Dentro da Caverna dos Holandeses há várias locas que interligam entre si devido a escavações de 04 a 06 metros de comprimento e 03 metros de diâmetro.

Cláudio André Santos, boa tarde.

Eu sou Diná Paz Gabriel, estive lendo suas reportagens sobre a Caverna dos Holandeses, lembrei do que meu pai contava, quando eu ainda era adolescente. 
 
Meu pai me contava assim:
 
Que a muito tempo um homem de cavalo estava vindo para feira e de longe viu uma bela mulher jovem em pé ao lado de uma porteira.
 
Ele então resolveu parar para perguntar se estava tudo bem e ela respondeu que sim e só estava aguardando passar um bom cidadão para poder lhe pedir um favor.
 
Ela perguntou se ele poderia trazer para ela da feira uma caixa de grampos e biliros de cabelo e algumas linhas, então ele encantado com a beleza da jovem disse que sim, que traria o que lhe pediu.
 
Ele continuou seu caminho e a jovem lá ficou…
 
Quando chegou na feira ele pensou… Eu acho que ela não vai estar lá mais quando eu voltar, por tanto não vou levar o que havia pedido e retornou para casa.
 
No caminho, ele viu a mesma jovem no mesmo canto que havia ficado esperando aquele simpático homem que prometeu trazer suas encomendas.
 
Logo, ele ficou triste pois não tinha imaginado que ela estava o esperando, e quando ele se aproximou ela perguntou: Você trouxe minha encomenda? Ele respondeu: Eu esqueci, não imaginava que você estaria aqui ainda me esperando. 
 
Ela exclamou: Você me decepcionou e nunca mas irá me encontrar novamente a menos que… De repente desapareceu.
 
O homem ficou espantado já que não sabia o que tinha acontecido e foi para casa.  Chegando lá,  ficou intrigado e só pensava na jovem linda que tinha encantado seus olhos e resolveu voltar a porteira e chegando, encontrou um senhor que estava sentado e perguntou: O senhor não viu uma bela jovem? E o senhor disse, sim.
 
E você deve ser o homem que não a ajudou e agora está a procura dela…
 
Você perdeu tudo que tinha de ganhar, pois aquela moça é uma guardiã de uma “cidade perdida” que tem muitas riquezas e ouro. E ela estava a procura de alguém que a libertasse e ficasse com tudo, mas você falhou.
 
O homem demonstrando arrependimento, perguntou como poderia encontra-la.
 
E o senhor respondeu:
Para encontrar, você terá que fazer sacrifícios e será desafiado.
 
Daí, aquele senhor apontou para uma serra e disse:  Por baixo daquela serra está a “cidade perdida” e seus tesouros e para chegar, você irá enfrentar seus próprios medos.
 
Ao ouvir isso, o homem voltou para casa e pegou seus instrumentos de cavar e partiu para montanha em busca da sua amada, pois estava encantado pela jovem e pelos tesouros que ali estava escondido.
 
E começou a cavar e logo a frente ele avistou uma onça com a boca aberta, era seu primeiro desafio, lutar contra a onça para poder passar por ela. 
 
Assim, ele fez.  Foi ao encontro da onça, mas desistiu logo já que ela era muito grande e assustadora. O senhor resolveu sentar e rezar.  Em pouco tempo a onça sumiu, desapareceu.
 
Ele continuou cavando e mais a frente encontrou uma cobra gigante que estava com a boca aberta e dentro da boca havia uma chave. 
 
Logo a frente viu uma porta, e ele teria que pegar a chave de dentro da boca da cobra para abrir a porta. Mais uma vez ele sentou, rezou, e a cobra não sumiu. 
 
Mesmo espantado, criou coragem e resolveu encarar a cobra e deu um jeito para abrir a boca dela, pois enfrentou seu próprio medo. Em seguida, pegou a chave, e daí a cobra sumiu.
 
Com a chave que estava na boca da cobra, ele abriu a porta e por trás da porta havia 03 jarros de cabeça para baixo. Foi nesse momento que aquela jovem bonita apareceu e falou:
 
Se você quiser tudo que está por baixo dessa serra e quiser me ver outra vez, terá que escolher o jarro certo, caso contrário poderá destruir Bom Conselho ou tudo desaparecerá para sempre. Aconselho a escolher com sabedoria.
 
O primeiro jarro estava com várias rachaduras e era velho. O segundo, era novo, estava limpinho e tinha uma aparência sem igual. Já o terceiro estava sujo de barro, mas tinha umas joias preciosas dentro dele.
 
O homem ficou olhando, olhando e imaginando…
O jarro número 01, não estava muito bom. Ele olhou para o segundo e consigo falou: Esse tem aparência de ouro e está novo, poderia ser esse… Será? 
 
Porém, o jarro de número 03 está me chamando atenção, pois tem barro e joias lindas. Aquela dúvida que pairava com aquele senhor chegou ao fim e ele tomou a seguinte decisão:
 
Quando ele escolheu o terceiro jarro, logo tudo começou a se desmanchar e uma voz foi ouvida que dizia…
 
Você escolheu com ambição e não ouviu seu coração. Portanto perdesse tudo que lhe foi prometido, e para completar, você acabou comigo,  já que essa era minha última aparição para me libertar. 
 
Ficarei para sempre enterrada juntamente com o ouro e a “cidade perdida”,  já você, morrerá louco a procura de uma coisa que ninguém e jamais alguém irá acreditar em você.
 
E assim tudo aconteceu… Tudo sumiu e aquele homem enlouqueceu, por que contou pra todos o que tinha acontecido e ninguém acreditou.
 
Então, decidiu voltar para serra e começou a cavar igual um louco, sem parar,  mas nunca encontrou nada. Teria ele escavado tanto que chegou ao outro lado da serra. Terminou morrendo e deixando os buracos.  Algumas pessoas nunca tiveram a coragem de entrar nos buracos…
 
Assim, ficou também conhecido como os Buracos dos Três Desafios.
 
Meu pai, que hoje tem 85 anos de idade, chegou a entrar dentro da caverna, mas não foi muito adiante por causa dos muitos morcegos.
 
Meu pai sempre me contava que ele e um amigo foram caçar e viram uma luz dentro da caverna, ficaram assustados e nunca mas voltaram.
 
Essa história meu avô contou para meu pai e meu pai contou pra mim.

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Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas, formado em radiojornalismo, poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE), escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM e Rádio Web News Olho d'Água, criador do Projeto Música na Escola, ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura. Membro efetivo da FACUPIRA (Fundação Cultural de Palmeira dos Índios/AL), Ex-membro do Conselho Municipal de Saúde de Bom Conselho/PE. Colunista dos sites Tribuna do Sertão (P.dos Índios) e Tribuna do Agreste (Arapiraca) e 7 Segundos (Maceió). Ex-assessor de comunicação da Câmara de Vereadores de Bom Conselho/PE.