CONHEÇA A CAATINGA E SEUS DESAFIOS DE SOBREVIVÊNCIA NO MUNICÍPIO DE VENTUROSA

Por Cláudio André, publicado em 17 de outubro de 2018

O Xiquexique é uma espécie de cacto, muito encontrado na Caatinga. Seu corpo é formado por muitos braços, esses protegidos por longos espinhos. Possui frutos arredondados de coloração cinza. As flores são róseas para branco e pequenas. No seu interior conserva água para os períodos secos. Ultimamente alguns fazendeiros da região utilizam essa espécie para alimentar o gado nos tempos de pouca chuva, um risco a mais para esse Bioma que já sofre bastante nas garras do bicho homem. Pode ser usado em ornamentação de parques e jardins.

Foi assim, com esse tipo de paisagem que fizemos a trilha rumo a caverna e pedra do Hipopótamo.

A vegetação da caatinga constitui um tipo de vegetação adaptada à aridez do solo e a escassez de água da região. Dependendo das condições naturais das áreas em que se encontram, apresentam diferentes características.

Quando as condições de umidade do solo são mais favoráveis, a caatinga se assemelha à mata, onde são encontradas árvores como o juazeiro, também conhecido por joá, ou laranjeira do vaqueiro, a aroeira e a baraúna.
Esse é o teto da caverna e pedra do Hipopótamo. Marcas rupestres, rocha granítica. O que se pode imaginar? Um dia foi o fundo do mar e com o balanço da água a rocha criou essa cavidade. Já diz o ditado popular, “água mole em pedra dura, tanto bate que te fura“.
Há vegetação no meio da caatinga que resiste a altas temperaturas.

Essa rocha tem a geoforma da cabeça de um pênis. Observe bem que no seu entorno há pinturas rupestres.

Com essa imagem vocês tem a ideia da altura que fica essa caverna.

Percebam que debaixo da caverna há uma rocha áspera, porém, limpa e protegida pela ação do vento. A caverna se forma quando água ácida penetra no solo, entra em contato com rochas calcárias e as dissolve, formando “ocos” no relevo. Esse processo é o que define o surgimento da maioria dos tipos de caverna.

As plantas encontradas nos paredões podem ser rupícolas, quando crescem diretamente sobre a rocha, ou saxícolas, quando se localizam em pequenos platôs ou fendas com solo. Nessas situações, a água que chega escoa rapidamente e os nutrientes são escassos. Por isso, as plantas crescem bem devagar, e muitas têm adaptações especiais para lidar com a escassez de água, como é o caso dos cactos e bromélias formadoras de tanques, que armazenam água, ou das orquídeas e bromélias do gênero Tillandsia, que conseguem captar rapidamente a umidade das nuvens, ou ainda as velózias (canelas-de-ema) e capins-ressurreição, que toleram a dessecação violenta das folhas com posterior re-hidratação das mesmas folhas.

Nas áreas mais secas, de solo raso e pedregoso, a caatinga se reduz a arbustos e plantas tortuosas, mais baixas, deixando o solo parcialmente descoberto.

Veja o quanto a natureza é sabia. Dentro da caverna da pedra do Hipopótamo é tudo bem limpinho. Não há maribondos e nem morcegos para incomodar dentro do espaço. O vento passa por baixo e faz a limpeza.

As rochas estão por todo lugar, e hoje são um dos ambientes terrestres mais bem preservados de todo o planeta, sendo assim importantes refúgios para muitas plantas sensíveis ao fogo, ao gado e a várias outras atividades humanas. 
Em diversos estados do Brasil, principalmente no nordeste, toda a área plana foi convertida também em pastos ou plantações, e muitas vertentes de montanhas são alcançadas pelas cabras e pelo fogo, de modo que a escassa vegetação original fica quase sempre restrita às paredes rochosas de difícil acesso.

Bom, finalizo essa série de reportagens sobre a trilha que realizei mais uma vez na zona rural de Venturosa. Foram dezenas de passos, foram horas no meio da caatinga, superando altas temperaturas e passando por vegetação fechada. Os locais visitados foram marco de uma grande aventura ecológica. A todos que colaboraram o nosso muito obrigado. Aos patrocinadores muito obrigado pela confiança em nosso trabalho.
ATÉ A PRÓXIMA!
PATROCINADORES


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Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas, formado em radiojornalismo, poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE), escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM e Rádio Web News Olho d'Água, criador do Projeto Música na Escola, ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura. Membro efetivo da FACUPIRA (Fundação Cultural de Palmeira dos Índios/AL), Ex-membro do Conselho Municipal de Saúde de Bom Conselho/PE. Colunista dos sites Tribuna do Sertão (P.dos Índios) e Tribuna do Agreste (Arapiraca) e 7 Segundos (Maceió). Ex-assessor de comunicação da Câmara de Vereadores de Bom Conselho/PE.