O AGRESTE COM CARA DE SERTÃO. A SECA ANTES DO VERÃO. SOMENTE TROVOADAS É QUE VÃO SACIAR OS DESEJOS DOS SOBREVIVENTES DA CAATINGA

Por Cláudio André, publicado em 9 de setembro de 2018

Assim está ficando a zona rural de Iati. Esse é o leito do rio Garanhunzinho que nasce em Iati, escorre por vários municípios e vai desaguar em Alagoas.

Diz a história que os homens primitivos viviam em cavernas, nesse local do município de Iati, encontrei um caverna debaixo da Pedra Pintada. Cabe pelo menos umas cinco pessoas deitadas.

Até o pé de mulungu está sentindo com a estiagem. É uma árvores conhecida por outros nomes comuns, como por exemplo, murungú, mulungú ou molungo. E uma espécie de árvores de médio porte, nativa da América Central e da América do Sul, onde ocorre nas eco-regiões de cerrado e caatinga.
Os lugares simples nos inspira. A vegetação de caatinga nos faz reviver tempos de infância no sertão alagoano. Quando criança sempre gostei de andar no mato, caçando, brincando, correndo atrás dos bichos. Fui um péssimo caçador, ruim na mira.
O leito do rio Garanhunzinho está assim, seco. Resta apenas uns caldeirões com um pouco d’água encobertos de vegetação da caatinga. Animais soltos no local se revezava para beber aquela sobra d’água. Diferentemente dos animais racionais, os jumentos esperavam a vez dos outros.
A Pedra do Letreiro tem o formato de chuchu. Se não haver alguma ação de preservação por parte da mão humana, logo, não mais existirão as gravuras rupestres.
A caatinga em pleno agreste está assim. As últimas chuvas caíram no final de abril, de lá pra cá, apenas mormaço e terra seca, quente, clima de deserto.
As árvores que suportam seca estão perdendo suas folhagens. As que ainda estão verde, estão dentro do leito do rio, já que o lençol freático tem água guardada em seu subsolo.
Conhecendo de perto o bioma caatinga. Lugar com cascalho, cactos, catingueira rasteira, ramas, imbiras e demais plantas que sobrevivem ao clima seco. Tudo isso vi durante minha visita ao assentamento Boi Branco há pouco mais de 10 km da cidade de Iati. Está duvidando? Vá conhecer, veja de perto.

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Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas, formado em radiojornalismo, poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE), escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM e Rádio Web News Olho d'Água, criador do Projeto Música na Escola, ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura. Membro efetivo da FACUPIRA (Fundação Cultural de Palmeira dos Índios/AL), Ex-membro do Conselho Municipal de Saúde de Bom Conselho/PE. Colunista dos sites Tribuna do Sertão (P.dos Índios) e Tribuna do Agreste (Arapiraca) e 7 Segundos (Maceió). Ex-assessor de comunicação da Câmara de Vereadores de Bom Conselho/PE.