LAJEDO DO PEDRÃO VELHO: UM POTENCIAL TURÍSTICO ESCONDIDO E LONGE DAS AÇÕES DO PODER PÚBLICO

Por Cláudio André, publicado em 1 de julho de 2018

Nas minhas descobertas, o Sítio Lagoa do Gado, na zona rural de Olho d’Água das Flores, sertão de Alagoas, tem um rico potencial turístico que não é explorado pela comunidade  local e pelo poder público. Nesse pedaço de chão há uma mistura de vegetação de caatinga com lajedos e seus caldeirões, formando-se em piscinas naturais.
O Sítio Pedra da Viola, quando chove, por exemplo, a geoforma de uma das pedras mais parece uma viola. Veja direito a imagem e imagine toda sua semelhança. Tudo depende da sensibilidade do olhar.

A Pedra do Sapo, desenhada por um artista olhodaguense é um dos locais que passa despercebido pelos moradores da região. De um lado não tem pintura e nem jeito de algum anfíbio, mas, do outro lado, com uma certa inclinação, a rocha ganhou uma pintura que se transforma numa geoforma de Sapo.
Já no Sítio Gonçalo, tem uma rocha granítica de médio porte que embeleza naturalmente a região do povoado mais antigo do município de Olho d’Água das Flores, que é o Pedrão, região de Quilombolas.
Os Três Caldeirões é outro lugar que infelizmente sofre com a ação desumana do homem, onde o desmatamento e a implosão de outras rochas, deixa a fauna e a flora ainda mais desprotegida. Em vez de preservar o meio ambiente, o homem destrói. 
O Lajedo do Pedrão Velho e uma média elevação rochosa com o topo plano, onde se deduz que ali foi o fundo de um oceano a milhares de anos. Com os raios do sol, especialmente quando está no entardecer, deixa a rocha com tom amarelado. 
Uma bela paisagem de interior é onde fica um dos três caldeirões no Sítio Pedrão Velho. No município é fácil encontrar Olhos D’água, por ter aflorado em várias partes esses olhos (isso em tempo de chuvas, o que é raro na região).
Segundo a geologia (ciência que estuda a origem, história, vida e estrutura da Terra), as variadas formações geológicas e suas colorações se deu em muitas vezes por causas de erosões e  deslocamento das placas tectônicas há milhares de anos. 
Não é em qualquer lugar que se encontra uma paisagem com essa. Um caldeirão que serve de piscina natural. Os Caldeirões ou Marmitas em lajedos são formados por processos erosivos existentes no local. Para entender, por exemplo, necessita estudar o local dos conceitos geológicos, como erosão, intemperismo e tipos de rochas.
O amarelado numa rocha reflete-se bem mais intensamente quando batem os raios do sol. As tonalidades variam conforme a formação das rochas.
A coloração que você encontra numa rocha, pode ser que algumas ações foram executadas por meio de cinco técnicas, utilizando as pontas dos dedos, pequenos galhos de vegetais, pincéis, bastões de ocre ou carvão e com as mãos em carimbo.
Todos sabem que o mandacaru, mistura-se com o xique-xique, cactos que fazem parte do bioma caatinga, que só existe no Brasil.
O cajueiro é uma planta nativa do Brasil, que pertence à família Anacardiaceae e ao gênero Anacardium. Esse gênero é constituído por 22 espécies, encontradas principalmente nos biomas Amazônia, Cerrado e Caatinga. 
Devido à sua dispersão, realizada pelos colonizadores desde o século 16 (entre 1563 e 1578), o cajueiro atualmente é encontrado em diversos locais do mundo, vegetando e produzindo mesmo em condições ecológicas consideradas insatisfatórias, o que lhe caracteriza como planta com grande capacidade adaptativa.
De todas as espécies de cajueiro, apenas a Anacardium occidentale L. é explorada comercialmente. Os cajueiros dessa espécie são divididos em dois tipos: o cajueiro comum ou gigante e o cajueiro-anão-precoce.
O Lajedo do Pedrão Velho, localizado na zona rural do município de Olho d’Água das Flores, é uma rocha ígnea (mais conhecidas como Magmática), resultado da solidificação e consolidação do magma (ou lava), por isso o nome rocha magmática. 
O magma é um material pastoso que, há bilhões de anos, deu origem às primeiras rochas de nosso planeta, e ainda existe no interior da Terra. As rochas ígneas podem, de maneira geral, ser classificadas sob dois critérios: texturais e mineralógicos.

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Cláudio André

Cláudio André Santos, natural da cidade de Olho d'Água das Flores, sertão de Alagoas, formado em radiojornalismo, poeta, blogueiro, radialista profissional (Reg.3059 - DRT-PE), escritor. Tem doze livros de poesias e crônicas publicados. Premiado Pelo Ministério da Cultura em 2009 com o projeto Cultural Minha Imaginação é um Poema. Estudou além Radiojornalismo, Francês e Filosofia. Membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (Reg.678). Fundador da Rádio Olho d'Água FM e Rádio Web News Olho d'Água, criador do Projeto Música na Escola, ex-seminarista. Show-man. Foi um dos fundadores e diretor-executivo da Associação de Blogueiros de Pernambuco (ABlogpe). Fundador do Sistema Online Poeta de Comunicação (Blog, Site, Studio, Lista telefônica, Rádio Web e TV Web). Trabalhou em mais de uma dezena de emissoras de rádio nos estados de AL, PE, SP. Tecnólogo em oratória, em técnicas de vendas e administração empresarial pelo SENAC. Tem várias premiações como repórter e blogueiro. Destaque na área do fotojornalismo. Criador do projeto ecológico/educativo Poeta Viagens e Aventura. Membro efetivo da FACUPIRA (Fundação Cultural de Palmeira dos Índios/AL), Ex-membro do Conselho Municipal de Saúde de Bom Conselho/PE. Colunista dos sites Tribuna do Sertão (P.dos Índios) e Tribuna do Agreste (Arapiraca) e 7 Segundos (Maceió). Ex-assessor de comunicação da Câmara de Vereadores de Bom Conselho/PE.